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Na Itália por exemplo, há restrições ao uso de dispositivos digitais para menores
O debate sobre o uso de dispositivos digitais por crianças tem ganhado destaque na Itália em 2025, impulsionado por preocupações crescentes com o impacto dos telas no desenvolvimento infantil. Estudos recentes apontam para possíveis consequências negativas, como atrasos na linguagem, distúrbios do sono e dificuldades de concentração entre os pequenos expostos excessivamente a smartphones, tablets e computadores. Diante desse cenário, autoridades italianas avaliam a implementação de regras mais rígidas para o acesso de menores à tecnologia.
Enquanto a Geração Alfa cresceu em um ambiente hiperconectado, há uma tendência de mudança para a chamada Geração Beta, composta por crianças nascidas a partir de 2025. A proposta é proporcionar uma infância mais semelhante à vivida em décadas passadas, priorizando o contato humano, o brincar e o aprendizado sensorial, em detrimento do tempo excessivo diante das telas. Esse movimento já está em discussão tanto no governo quanto em instituições de ensino e entre famílias.
Inspirando-se em políticas adotadas por outros países europeus, o governo italiano estuda a adoção de limites claros para o uso de dispositivos digitais por menores. Entre as medidas em análise, destacam-se:
- Proibição total de telas para crianças de 0 a 3 anos
- Uso restrito de dispositivos até os 6 anos
- Vedação ao uso de smartphones antes dos 11 anos
- Acesso à internet supervisionado até os 13 anos
- Proibição de redes sociais para menores de 15 anos
Essas propostas buscam proteger o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, evitando que o contato precoce e intenso com a tecnologia prejudique habilidades essenciais para a vida em sociedade.
Como as escolas e famílias italianas estão reagindo às novas discussões?
O tema já provoca mudanças em diversas regiões do país. Em cidades como Bolzano, projetos foram criados para reduzir o uso de recursos digitais nos deveres de casa. Já em Lombardia e Veneto, algumas escolas optaram por reintroduzir livros físicos no lugar de tablets, promovendo uma experiência de aprendizado mais tradicional. A Associação Nacional dos Asilos Nido relatou que muitas crianças com menos de três anos passam entre três e seis horas diárias diante de telas, mas que a redução desse tempo resulta em avanços visíveis na comunicação e interação social dos pequenos.
Além das instituições de ensino, as famílias também são incentivadas a adotar práticas que limitem o uso de dispositivos eletrônicos. Educadores relatam que, ao restringir o acesso, as crianças tendem a brincar mais, conversar com colegas e desenvolver melhor a linguagem. A proposta é que pais e responsáveis sejam orientados por meio de campanhas educativas e recebam suporte para implementar essas mudanças no cotidiano.
Quais são as propostas legislativas para proteger menores online?
Tramita no parlamento italiano um projeto de lei voltado à proteção dos menores na internet. Entre os principais pontos, estão:
- Elevação da idade mínima para uso de redes sociais para 16 anos
- Obrigatoriedade de controles parentais em dispositivos e aplicativos
- Promoção de campanhas de conscientização para pais e professores
Essas iniciativas visam criar um ambiente digital mais seguro para crianças e adolescentes, reduzindo riscos associados à exposição precoce e não supervisionada. A expectativa é que, com regras mais claras e apoio das famílias e escolas, seja possível equilibrar o acesso à tecnologia com o desenvolvimento saudável das novas gerações.
O cenário italiano reflete uma preocupação global sobre o papel das telas na infância. A discussão sobre limites e orientações para o uso de dispositivos digitais segue em andamento, com o objetivo de garantir que as crianças possam crescer em um ambiente que favoreça o aprendizado, as relações interpessoais e o bem-estar físico e mental.
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