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O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é celebrado em 18 de maio e neste ano a Fundação de Ação Social (FAS) adotou novas estratégias para sensibilizar a população e diminuir os índices deste tipo de violação de direito em Curitiba.
Em função da pandemia causada pelo novo coronavírus, ações que em outros anos aconteciam por meio de abordagens educativas nas ruas são substituídas por campanhas on-line, usando meios de distribuição eletrônica, como e-mails e aplicativos de mensagens.
De segunda (18/5) a sexta-feira (22/5), também vão ser distribuídos folders informativos com as cestas básicas entregues às famílias nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) de todas as regionais. Os materiais de divulgação também vão estar disponíveis, durante esse período, nos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

“Toda campanha de combate às violências contra crianças e adolescentes tem um papel importante para sensibilizar as pessoas a fazer o bem”, diz Zeila Plath, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comtiba).
Zeila ainda reforça a importância de usar os canais de denúncias, que segundo ela, são imprescindíveis para coibir as ações criminosas.
Números da violência
Em 2019 a Rede de Proteção emitiu relatório com o número de notificações em que ocorreram violência sexual. Em alguns casos é aplicada a medida de proteção de acolhimento institucional.
De setembro de 2019 a abril de 2020, a Central de Serviços da Proteção Social Especial atendeu demandas de suposto abuso e exploração sexual envolvendo 377 crianças e 230 adolescentes.
Dos casos de violência notificados, mais de 27% são de adolescentes de 10 a 14 anos. Aproximadamente 75% dos casos notificados de violência sexual ocorrem com crianças ou adolescentes do sexo feminino.
A exploração sexual de crianças e adolescentes é considerada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como uma das piores formas de trabalho infantil, conforme Decreto Nº 6.481 de 12 de junho de 2008.
Procedimentos de atendimento às vitimas
A FAS realiza o atendimento às vítimas e suas famílias por meio dos Cras e Creas, responsáveis pela acolhida, encaminhamento e acompanhamentos dos casos, em ação articulada com a Rede de Proteção.
Assim que ocorre a violência (dentro do período de 72 horas) as vitimas devem ser imediatamente encaminhadas à rede de saúde municipal garantindo, assim, a profilaxia contra doenças sexualmente transmissíveis e contracepção de emergência. A rede é formado pelo Hospital Pequeno Príncipe (até 11 anos de ambos os sexos), Hospital de Clínicas de Curitiba (maiores de 12 anos de ambos os sexos) e o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (meninas acima de 12 anos).
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