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Passeio com sensação de aventura, seja de carro ou com grupos de amigos motociclistas, no caminho vão encontar armazéns e restaurantes com bons cafés coloniais, típico das cidadezinhas do interior.
A Rota Turística da Princesa, entre os municípios de Rio Branco do Sul e Cerro Azul, no Vale do Ribeira, é famosa pelo trajeto com nada a menos que 394 curvas em apenas 50 km de extensão.
Nos últimos anos, esse pequeno trecho da PR-092 se consolidou como um destino popular, especialmente entre entusiastas de motos, atraídos pela paisagem e pelas curvas e manobras desafiadoras. Ao longo do trajeto e nas cidades, é possível uma pausa para comprar frutas, pinhão – dependendo da época do ano – ou tomar um café colonial caprichado.
O nome da rota é uma homenagem à princesa Isabel. Segundo a história, a princesa que assinou a Lei Áurea no Brasil percorreu esse trajeto até a Colônia Assunguy, o núcleo populacional que deu origem a Cerro Azul, para auxiliar no desenvolvimento de uma colônia agrícola naquela região.
Idealizada pelo Moto Clube PR-092 de Rio Branco do Sul, a rota tornou-se um trajeto badalado do motociclismo brasileiro e recebe centenas de visitantes de todo o Brasil, especialmente aos fins de semana.
Sensação de liberdade
Fabrício Souza da Silva, 59 anos, é motorista de aplicativo e seu hobby é o motociclismo. Ele recomenda a região metropolitana como opção para passeios próximos à natureza e já fez a Rota da Princesa em companhia do filho.
“Essa rota tem 394 curvas, o que limita a velocidade média em 50 km/h. Isso quer dizer que qualquer moto, de baixa ou alta cilindrada, pode fazer o passeio. O asfalto é bem conservado e sinalizado e no percurso é possível encontrar a beleza do que ainda resta da exuberante mata atlântica. A vantagem de se percorrer em uma moto é a sensação de liberdade e a interação com o ambiente”, conta Fabrício.
Ele dá uma dica: no mirante, há um bom espaço para estacionar e apreciar a vista. “Se você tiver tempo, vale a pena descer até Cerro Azul e desfrutar da boa gastronomia da região e simpatia do povo”, recomenda.
Fabrício orienta os iniciantes. “Minha sugestão é que se comece a aventura por volta das 9h da manhã. Se for um dia de sol, tudo fica ainda melhor.”
O casal de motociclistas Milaine e Fabrício Fadel percorreu o trecho com amigos e orienta os motoristas a terem cuidado. “É uma estrada para colocar no currículo, mas tem muitos caminhões, areia na pista, então é necessário ter cautela”, recomenda Milaine.
Passeios para todos os gostos
O secretário para o Desenvolvimento da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Thiago Bonagura, explica que os municípios vizinhos têm diversas atrações que estão sendo catalogadas, entre trilhas, cachoeiras, festas típicas, pontos turísticos, pousadas e restaurantes.
“Temos produtos turísticos já consagrados, como o Caminho do Vinho, o Morro do Anhangava, as porcelanas de Campo Largo, entre outros. Mas queremos mapear opções pouco conhecidas e oferecer oportunidades para que os turistas em visita a Curitiba fiquem mais tempo aproveitando as belezas de toda região”, pontua Bonagura.
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