Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 14 de abril de 2026

A sucessão ao Governo do Paraná ganhou contornos de crise política após o anúncio feito pelo governador Ratinho Junior (PSD), causou um rebuliço nesta terça-feira (14). O nome escolhido para disputar sua sucessão — o deputado federal Sandro Alex, radialista, formado em direito — caiu como uma bomba nos bastidores e desencadeou uma onda de reações inesperadas.

A escolha surpreendeu tanto aliados quanto adversários. Nos corredores políticos, o questionamento é geral: qual a estratégia por trás da decisão? Sandro Alex, apesar de ocupar mandato federal, tem atuação pouco conhecida junto ao grande público e passou boa parte do tempo ligado às secretarias do governo estadual.

O impacto foi imediato. Dentro do próprio PSD, partido do governador, o clima azedou. Houve discussões acaloradas e até protestos no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O deputado Fadel foi direto ao afirmar que não apoiará o nome indicado em sua região.

A insatisfação também contaminou partidos aliados. O deputado Anibelli Neto (MDB) não escondeu a frustração e declarou que a legenda se sente traída. Segundo ele, o MDB deve lançar Rafael Greca ao governo e Álvaro Dias ao Senado, destacando que ambos liderariam pesquisas eleitorais com ou sem o apoio do atual governador.

Entre os deputados da base governista, o sentimento predominante é de ruptura. Alguns chegaram a afirmar que teriam deixado o partido caso soubessem previamente da decisão.

Já o presidente da Alep, Alexandre Curi, adotou um tom mais conciliador. Após conversa com o governador, indicou que deve disputar uma vaga ao Senado, reposicionando seu projeto político, embora tenha afirmado que não desistiu do sonho de governar o Estado.

A oposição também reagiu com desconfiança. O líder oposicionista Arilson Chiorato questionou a escolha, classificando-a como “estranha” diante da baixa projeção política do indicado.

Já o deputado Requião Filho, pré-candidato ao governo, foi além: levantou suspeitas sobre os motivos da decisão e insinuou que a escolha pode estar relacionada a interesses ligados ao caso do Banco Master — sem apresentar provas.

O anúncio, que deveria consolidar a base governista, acabou escancarando divisões internas e inaugurando um cenário de incerteza na corrida eleitoral paranaense.

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