Na opinião do ex-comandante da Força Aérea Brasieira, Carlos Baptista Júnior, os atos de 8 de Janeiro foi uma “grande balbúrdia”, provocado pelo descontentamento das urnas eletrônica. O ex-comandante da Força Aérea Brasileira Carlos de Almeida...
Na opinião do ex-comandante da Força Aérea Brasieira, Carlos Baptista Júnior, os atos de 8 de Janeiro foi uma “grande balbúrdia”, provocado pelo descontentamento das urnas eletrônica.
O ex-comandante da Força Aérea Brasileira Carlos de Almeida Baptista Júnior afirmou que os atos de 8 de Janeiro de 2023 foram resultado de um processo anterior de descrédito das urnas e de tensão entre as instituições.
A avaliação foi feita em entrevista exclusiva ao Meio-Dia em Brasília, de O Antagonista, nesta quarta-feira, 26. Embora tenha deixado o comando da FAB em 2 de janeiro, o militar decidiu comentar os acontecimentos de Brasília, que não são abordados diretamente em seu livro Eu disse NÃO! Uma trincheira antigolpista, previsto para setembro.
“8 de janeiro eu vejo que foi o fim de uma operação psicológica, de fatos psicológicos que levaram as pessoas”, afirmou.
Segundo Baptista Júnior, o ambiente que antecedeu os atos foi marcado pelo questionamento do resultado eleitoral, pelo descrédito das urnas e pelo atrito entre os Poderes.
“Foi uma grande balbúrdia fruto de um filme, de uma operação psicológica, de descrédito das urnas, descrédito da vacina, de atrito entre os poderes”, disse.
“Virar a mesa”
Na avaliação do ex-comandante, parte dos manifestantes que foram aos prédios dos Três Poderes acreditava estar diante de um momento de ruptura.
“Acho que foram pessoas que voluntariamente foram lá, mas fruto de um filme que foi e que desaguou no 8 de janeiro, naquela grande balbúrdia”, afirmou.
Ele acrescentou que muitas dessas pessoas não tinham conhecimento suficiente para compreender a dimensão institucional do que estava acontecendo.
“Muitas pessoas humildes, sem conhecimento, mas que psicologicamente foram levadas a achar que estava na hora de virar a mesa”, declarou.
Tentativa de golpe?
Questionado se considera que houve uma tentativa de golpe de Estado em 8 de Janeiro, Baptista Júnior evitou fazer uma conclusão jurídica.
“Eu não tenho saber jurídico para interpretar isso”, afirmou.
Como observador próximo dos acontecimentos, porém, manteve a avaliação de que o episódio foi uma “grande balbúrdia” decorrente de um processo anterior.
O ex-comandante também afirmou que a preservação da ordem institucional não pode ser atribuída exclusivamente a uma autoridade ou instituição.
Segundo ele, a falta de adesão das Forças Armadas foi um dos fatores que impediram uma ruptura, mas a resistência também envolveu as instituições e a própria sociedade.
“Não teve o golpe porque as instituições não quiseram, as autoridades não quiseram e o povo não quis”, afirmou.
Baptista Júnior lançará em setembro o livro Eu disse NÃO! Uma trincheira antigolpista, pela Autêntica Editora, no qual registra, em primeira pessoa, os acontecimentos que antecederam a posse de Lula.
Contudo, o ex-comandante, evitou falar de corrupção nos poderes, crise envolvento ministros da Suprema Cortes, Banco Master, Operação Lava Jato, narcoterrorismo, entres outros problemas que afetam e revolta a sociedae brasieira.
Fonte: O Antagonista
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