Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 20 de fevereiro de 2024

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, da base aliada de Lula, reafirma seu posicionamento a favor da libertação dos reféns e contra os ataques terroristas do Hamas.

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (20), Pacheco, voltou a defender uma solução pacífica para o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas, na região da Palestina.

Porém, Pacheco mandou recado para o presidente Lula, dizendo que o Senado tem que se manifestar sobre seu pronunciamento desastroso, no qual o presidente comparou à ação de Israel com o Holocausto nazista.

Pacheco contudo, se mostrou temente ao presidente Lula e foi sutil no pronunciamento — Ainda que a reação perpetrada pelo governo de Israel venha a ser considerada indiscriminada e desproporcional, não há como estabelecer um comparativo com a perseguição sofrida pelo povo judeu no nazismo — declarou.

Pacheco se coloca como advogado, e tenta amenizar o desatino do presidente Lula: “estamos certos de que essa fala equivocada não representa o verdadeiro propósito do presidente Lula, que é um líder global conhecido por estabelecer diálogos e pontes entre as nações, motivo pelo qual entendemos que uma retratação dessa fala seria adequada, pois o foco das lideranças mundiais deve estar na resolução do conflito entre Israel e Palestina”.

Segundo Pacheco, o governo brasileiro é mundialmente conhecido por sua diplomacia moderada, “então devemos mostrar nossa influência, nossa contribuição, para a pacificação do conflito de modo equilibrado”. Contudo, o presidente Lula neste terceiro mandato, tomado por fortes emoções e descontrole, demostra atitudes embuidas de mágoa e ódio contra aqueles que julga ser seus adversários.

O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), condenou o que chamou de relativização do governo sobre conflitos ao redor do mundo. Ele citou questões na Venezuela, na Rússia e na Guatemala, e classificou a comparação de Lula como “infame”. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) informou que, em visita a Israel, viu de perto as barbaridades dos terroristas, “cenas de sangue e mulheres estupradas em nome de religião”.

— Quando vêm aqui dizer que os palestinos todos sofrem é tão desonesto quanto a fala do presidente da República. Há 4 milhões de palestinos que são vítimas do grupo terroristas, não querem saber de guerra — afirmou Carlos Viana, que pediu um voto de censura ao presidente Lula.

Já o senador Omar Aziz (PSD-AM) que é de origem libanesa, pediu para que não se confundisse o governo israelita com o povo de Israel. Ele chegou a pedir que o presidente Pacheco tipificasse o que significam “30 mil inocentes mortos na região da Palestina”. Porém, os lideres dos terroristas no inicio da guerra, declararam ter mais de 25 mil militantes fortemente armados para destruir Israel.

— Não tem o que se comparar com o nazismo, é verdade. Mas o presidente Lula nunca abraçou uma deputada nazista. Fazer uma reprimenda ao presidente Lula? Aí não dá!

O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que, como judeu e líder do governo, não considerava a fala de Pacheco uma reprimenda a Lula. Ele apontou, no entanto, que a fala de Lula, como líder global, é uma busca pela paz. Wagner condenou a ação do Hamas, mas defendeu a convivência entre os estados de Israel e Palestina.

Fonte: Agência Senado

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