Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 17 de julho de 2023

Uma população envelhecida que valoriza seu tempo livre prepara o terreno para a estagnação econômica. Depois veio a Covid-19 e a guerra da Rússia na Ucrânia.

Em partes da zona do euro, os preços dos alimentos vêm subindo num ritmo sem precedentes na história do pós-guerra, de acordo com a economista do Rabobank Group, Maartje Wijffelaars. Dados da semana passada mostraram que a inflação na região se desacelerou para 6,9% em março. Na França, para 6,6%. A alta dos alimentos, contudo, acelerou-se para cerca de 16% na Alemanha, o cenário é parecido, com a inflação dos alimentos superior a 20%.

Lidar com a inflação de alimentos é mais complicado do que intervir em mercados mais regulamentados como o de energia. Vários fatores têm impulsionado os preços, de secas e interrupções no fluxo comercial até o custo dos fertilizantes e a gripe aviária. 

Estas são algumas das principais medidas para tentar conter os preços dos alimentos adotadas por pelos europeus nos últimos meses: 

Portugal, onde os preços dos alimentos estão em alta de mais de 20% em relação ao ano anterior, reduzirá temporariamente a zero o imposto sobre valor agregado de uma cesta básica. Polônia e Espanha fazem o mesmo. 

Na Espanha, as medidas tributárias incluíram alimentos como o pão e o azeite. Elas não foram suficientes, porém, para conter o implacável aumento dos preços. Isso está pressionando o premiê Pedro Sánchez a fazer mais antes da eleição do fim do ano. o grupo de extrema esquerda Unidas Podemos, parceiro minoritário na coalização de governo, defende impor tetos ao preço dos alimentos e um desconto de 14% em 20 itens básicos. 

A Polônia planeja manter seu imposto sobre os alimentos em zero até o fim de junho. E a Itália avalia os impostos sobre produtos básicos, como macarrão, pão e leite. 

A Hungria aplicou tetos para os preços no início de 2022, mas a inflação dos alimentos acelerou-se para quase 50% anuais. 

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