Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 5 de julho de 2026

Setor da saúde aparece como estratégico para Curitiba, com empregos qualificados e salários acima da média de outras categorias, segundo pesquisa do Ipardes

A economia da saúde é uma das principais forças do desenvolvimento econômico de Curitiba. Estudo elaborado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), a pedido da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, revela que o setor reúne empregos altamente qualificados, remunerações acima da média e uma cadeia produtiva diversificada, fatores que colocam a capital em posição de destaque para atrair novos investimentos e ampliar sua competitividade.

O levantamento analisou aproximadamente 40 atividades econômicas ligadas ao segmento, distribuídas entre as áreas de Biopharma, MedTech, Diagnósticos e Laboratórios, Hospitais e Assistência Especializada, HealthTech e Pesquisa, além da Logística Health. O objetivo foi avaliar a competitividade do setor e identificar oportunidades para fortalecer uma das cadeias econômicas de maior valor agregado da cidade.

Os dados mostram que, em 2025, a remuneração média nominal do setor foi de R$ 4.054,96. Algumas atividades apresentam salários muito superiores, como tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e hospedagem na internet, cuja média chega a R$ 11.397,01, e pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais, com remuneração média de R$ 9.006,45.

A massa salarial movimentada pela economia da saúde alcançou R$ 323,8 milhões no período analisado. As atividades de atendimento hospitalar responderam, sozinhas, por aproximadamente um terço desse volume, demonstrando a importância econômica da área para Curitiba.

Alta qualificação

O estudo também evidencia o elevado nível de qualificação da mão de obra. Cerca de 42,5% dos trabalhadores possuem ensino superior incompleto ou completo, além de especialização, mestrado ou doutorado, característica típica de setores intensivos em conhecimento, tecnologia e inovação.

Outro diferencial apontado é a diversidade da cadeia produtiva. O setor reúne desde a indústria farmacêutica e de equipamentos médico-hospitalares até hospitais, clínicas, laboratórios, startups de tecnologia em saúde, centros de pesquisa e empresas de logística especializada, formando um ecossistema integrado e altamente conectado.

Porte das empresas

A concentração de empresas de médio e grande porte também chama a atenção. Aproximadamente 70% dos empreendimentos do seguimento são classificados nessas categorias de tamanho, o que explica o elevado grau de empregabilidade do setor, indicando capacidade de atrair investimentos e gerar impactos econômicos relevantes para a cidade.

Além do cenário atual, o estudo aponta que a economia da saúde vem registrando crescimento consistente nos últimos anos, especialmente entre os empreendimentos de maior porte, reforçando o potencial de expansão desse segmento em Curitiba.

“A economia da saúde reúne inovação, pesquisa, tecnologia, indústria e serviços especializados em uma mesma cadeia produtiva, gerando empregos qualificados, renda e desenvolvimento. Nosso papel é criar um ambiente cada vez mais favorável para que esse ecossistema continue crescendo, atraindo investimentos e consolidando Curitiba como uma referência no setor”, afirma o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento. SECOM – foto: Isabele Mayer

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