Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 6 de setembro de 2026

Presidente da entidade classifica o episódio como “a maior crise institucional desde a redemocratização”

O presidente da OAB-RS, Leonardo Lamachia defendeu o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes (foto), do Supremo Tribunal Federal, caso seja aberta uma investigação sobre sua atuação no caso Banco Master. 

Ele classificou o episódio como “a maior crise institucional desde a redemocratização”. Na terça-feira, 1º, o ministro André Mendonça derrubou o sigilo de mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Gonet é citado em relatório da Polícia Federal e, segundo o presidente da OAB-RS, não teria “a isenção necessária ao processo”.

Ele também defendeu que o plenário do STF autorize a abertura de uma investigação sobre Moraes e, depois, analise um eventual afastamento cautelar do ministro. 

Para ele, o procedimento deve ocorrer com “transparência total em relação a todas as autoridades envolvidas”.

Em manifestação, a OAB-RS afirmou que não deve haver “espaço para soluções meramente corporativas ou destinadas a um encerramento prematuro desta gravíssima controvérsia”. 

Lamachia disse ainda que nenhum ministro do STF está acima de uma investigação, desde que conduzida “na forma da lei”, e voltou a criticar o inquérito das fake news, que “já deveria ter sido encerrado por ser ilegal e inconstitucional”.

Posição de outras seccionais

Como mostramos, a OAB-PR também cobrou o afastamento cautelar de Alexandre de Moraes. 

A entidade pediu ainda que Gonet se declare suspeito nos processos relacionados ao caso do Banco Master no STF.

Segundo a OAB-PR, a permanência de Moraes e Gonet nas funções pode comprometer a credibilidade das apurações sobre o escândalo do caso do Banco Master.

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