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O governo brasileiro quer uma legislação que regulamente as atividades relacionadas com os aplicativos
247 — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente nesta quarta-feira, 1º, as plataformas de aplicativo, afirmando que elas exploram s trabalhadores como jamais registrado na história. “As empresas de aplicativo exploram os trabalhadores como jamais em outro momento na história os trabalhadores foram explorados”, afirmou o presidente.
O governo quer uma legislação que regulamente as atividades relacionadas com os aplicativos. Lula também disse que cabe aos sindicatos atuarem para estabelecer uma nova relação de trabalho, em cerimônia no Palácio do Planalto com representantes da Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas.
Participaram o ministro do Marinho, Luiz Marinho, dirigentes sindicais de diversos países do continente americano, assim como o ex-presidente do Uruguai José Mujica, que discursou no evento.
Segundo Lula, as empresas de aplicativo vêm determinando os acontecimentos do mundo do trabalho, com baixas remunerações e ausência de direitos para os seus funcionários. “Todo mundo sabe os efeitos no mundo do trabalho com as empresas de aplicativo determinando o que acontece no mundo do trabalho, em todos os países do mundo. E todos sabemos a dificuldade que trabalhadores do mundo inteiro estão passando e a responsabilidade que dirigentes sindicais terão de tentar estruturar uma nova relação, um novo pacto na legislação da relação do trabalho”, afirmou.
O presidente brasileiro também denunciou que as formas de trabalho atuais dificultam a organização dos trabalhadores e a atuação dos sindicatos, pois há uma descentralização. “Aqui no Brasil temos uma imensa maioria de trabalhadores que são trabalhadores intermitentes, temporários, que não conhecem o seu empregador, que sequer tem onde reclamar quando alguma desgraça acontece na vida do trabalhador”, afirmou. Ele lembrou que, na época em que era dirigente sindical, bastava ir para a porta das fábricas para falar com os trabalhadores.
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