Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 26 de maio de 2023

O PLANO DE REDUÇÃO DE ARAQUE, SÓ BENEFICIA AS MONTADORAS E CONCESSIONÁRIAS QUE NÃO ABREM MÃO DE SUAS GORDAS MARGENS DE LUCROS

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (25) a redução de impostos com o objetivo de diminuir o valor final de carros novos no Brasil. A medida será possível com a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) para a indústria automotiva.

Os descontos que incidirão sobre o valor dos veículos irão de 1,5% a 10,96%, de acordo com critérios de preço, eficiência energética e densidade industrial no país. A medida vale para carros de até R$ 120 mil.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), atualmente, não é possível comprar um carro popular por menos de R$ 68 mil. Ele disse que o preço final continuará muito caro para o consumidor, mesmo que venha cair para menos de R$ 60 mil, ou seja, 11 mil dólares, ainda custará quase o dobro do valor que custaria nos EUA ou Europa.

A promessa de campanha era carro popular a R$ 7 mil dólares.

Contudo, ainda não há definição de qual será o nível de redução das alíquotas do ICMS dos governos estaduais e a redução da margem de lucros das montadoras e concessionárias que mantem uma gordura extraordinária. O preço dos carros novos brasileiros estão entre os mais caros do mundo. A ganância dos governantes e das montadoras e concecionárias são as principais causas destes aumentos absurdos dos últimos anos.

A medida está em discussão no Ministério da Fazenda, que terá 15 dias para apresentar os parâmetros que serão usados na edição de um decreto (para reduzir o IPI) e de uma medida provisória (MP) (para reduzir PIS/Confins) que será encaminhada para aprovação do Congresso Nacional.

Crédito para exportação

Outra medida que deve beneficar o setor automotivo foi anunciada hoje pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. O banco abrirá uma linha de crédito de R$ 2 bilhões só para produtos de exportação, financiados em dólar.

Mais R$ 2 bilhões estarão disponíveis para que empresas exportadoras realizem investimentos na modernização da sua linha de produção.

“Isso é uma medida extremamente urgente, relevante e que o setor tem visto com bons olhos”, disse o presidente da Anfavea.

As informações foram dadas pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com representantes de entidades de trabalhadores e fabricantes do setor automotivo, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Veja Também

Setor da saúde paga salários acima da média em Curitiba

Setor da saúde aparece como estratégico para Curitiba, com empregos qualificados e salários acima da média de outras categorias, segundo pesquisa do Ipardes A economia da saúde é uma das principais forças do desenvolvimento econômico...