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“Isto é ruim, é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio”…
Embora irritados nos bastidores, ministros militares decidiram evitar embate público com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que, no fim de semana, afirmou que o Exército “está se associando a genocídio” durante a pandemia.
“O Ministério da Defesa já publicou uma nota a respeito, sem citar nomes. A nota é muito esclarecedora”, afirmou à CNN o titular do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno. “A nota é o bastante”, emendou, após insistência da coluna.
Medidas cabíveis
Apesar de ministros militares evitarem embate público, o titular da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e integrantes da cúpula das Forças Armadas avaliam nos bastidores o que seus interlocutores e aliados chamam de “medidas cabíveis” contra o ministro do Supremo.
Azevedo e Silva e os comandantes das três Forças – Exército, Marinha e Aeronáutica — se dizem “indignados” com declaração de Gilmar. A irritação seria principalmente com uso da palavra “genocídio” por um ministro do STF, que entende exatamente a gravidade do crime.
Na manhã desta segunda-feira, os militares se diziam ainda mais irritados com o fato de Gilmar não ter se retratado. Na avaliação da cúpula das Forças Armadas, isso sinaliza que o uso do termo “não foi um mal-entendido” e representa o real pensamento do ministro do Supremo.
Irritação na caserna
A nota mencionada por Heleno e Mourão foi divulgada no sábado (11) pelo ministério. Nela, a pasta diz que as Forças Armadas vêm “atuando sempre para o bem-estar de todos os brasileiros” e elenca medidas tomadas pelos militares, como barreiras sanitárias e ações de descontaminação.
Segundo o âncora da CNN Caio Junqueira, nos bastidores, militares avaliaram a primeira nota como muito branda e uma segunda nota, citando nominalmente Gilmar Mendes, passou a ser exigida do ministro da Defesa.
O novo comunicado chegou a ficar pronto, mas o debate passou a ser sobre a viabilidade política de publicá-lo. A avaliação foi de que voltaria a acirrar os ânimos entre o STF e o Planalto em um momento em que Jair Bolsonaro busca distensionar a relação com os outros poderes.
Informações: CNN Brasil
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