Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 10 de fevereiro de 2026

Pesquisa calcula impacto da redução de jornada de 44 para 40 horas semanais, mas economia teria capacidade de absorver aumento, segundo o Ipea

A conclusão é de estudo publicado nesta terça-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisa os efeitos econômicos da eventual redução da jornada atualmente predominante de 44 horas semanais, associada à escala 6×1, que estabelece um dia de descanso a cada seis trabalhados.

Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou nesta terça-feira, 10, um estudo que quantifica o impacto financeiro do fim da escala 6×1 no mercado de trabalho brasileiro. A pesquisa indica que a transição para uma jornada de 40 horas semanais, no modelo 5×2, geraria um acréscimo de 7,84% nos gastos com mão-de-obra formal.

O levantamento também calculou o custo de uma redução mais acentuada. Caso a jornada seja limitada a 36 horas semanais, no formato 4×3, o aumento chegaria a 17,57%. A lógica do cálculo é contábil: mantido o salário mensal, a diminuição das horas trabalhadas torna cada hora mais cara para o empregador.

Os pesquisadores citam, por exemplo, os reajustes históricos do salário mínimo, como os de 12%, em 2001, e 7,6% em 2012, que não reduziram o nível de empregos.

Setores terão impactos distintos

A pesquisa identificou variações significativas entre os diferentes ramos da economia. As atividades de vigilância, segurança, limpeza e seleção de pessoal enfrentariam o maior impacto, com elevação de 6% nos custos operacionais. Esses segmentos dependem fortemente da força de trabalho, o que explica a sensibilidade maior às mudanças.

Veja Também