Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 5 de novembro de 2026

Democratas quebram tabus em território republicano e elegem mulheres, negros, latinos, indígenas e muçulmanos para cargos que nunca tinham ocupado no país

Os Estados Unidos na noite de terça-feira (3/11) trouxe, mostra a maturidade dos eleitores Norte Americano que escolhe candidatos de oposição ao presidente Donald Trump e ao Partido Republicano, para equilibrar a força no Congresso. Foram eleitos personalidades políticas até então excluídas do cenário do poder como mulheres, negros, latinos, indígenas, muçulmanos: entre representantes no Senado ou mesmo govenadores de estados, além de congressistas, eles desbravam caminhos para suas comunidades em um universo institucional até então adverso.

O exemplo talvez mais eloquente — e, certamente, um dos mais comemorados — é o da governadora eleita da Geórgia, Keisha Bottoms. Não apenas ela é a primeira mulher a governar o estado: é também a primeira mulher negra eleita para governar alguma das 50 entidades federativas dos EUA.

Na vizinha Flórida, foi ao Partido Republicano que coube o pioneirismo racial, com a eleição de Byron Donalds. Lá, o destaque foi o fato de que a disputa real pelo governo estadual se deu com outra política negra: Angie Nixon, ligada à ala mais à esquerda do Partido Democrata.

Na histórica eleição de terça-feira, ao menos dois deles fizeram história. No Novo México, na fronteira sul do país, a democrata Deb Haaland tornou-se a primeira indígena eleita para governar um estado. No extremo oposto, onde os EUA encontram o Canadá, outra democrata Penny Flanagan, tornou-se a primeira indígena eleita para uma cadeira no Senado.

Abdul El-Sayed, médico sanitarista de 42 anos, será outro pioneiro levado ao Congresso pelos democratas: ligado à ala esquerda do partido, em especial ao recém-empossado prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, ele superou até a traição da rival nas primárias do partido, às vésperas da votação, e se elegeu senador pelo estado de Michigan. El-Sayed será o primeiro muçulmano confesso a legislar na câmara alta do Congresso norte-americano.

no Texas, segundo estado mais populoso do país e território sólido do Partido Republicano que a oposição fez história de maneira mais estridente. De saída, o Partido Democrata elegeu para o senado um político jovem de origem mexicana, até então apenas um deputado no Legislativo estadual. James Talarico, educador de 37 anos, engoliu o favoritismo do titular da cadeira, Ken Paxton: com 55% dos votos, contra 43% do adversário, tornou-se o primeiro democrata eleito senador pelo estado desde 1988.

Além de capturar a cadeira no Senado, elegeu a descendente de mexicanos Gina Inojosa não apenas como a primeira mulher a governar o estado, mas também uma pioneira no cargo entre os descendentes de mexicanos. Fox News

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