Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 5 de novembro de 2023

Na entrevista da jornalista Cristiane Graeml com Roberta Brasil, uma jovem cearense, estudante de Medicina da USP, que foi a Brasília para a manifestação do dia 8/01, ela conta que entrou no prédio do Congresso porque as portas estavam abertas, e teve autorização dos policiais para se dirigindo ao plenário do Senado, onde permaneceu por algumas horas rezando junto com outros 37 manifestantes.

Antes eles passaram por revista polícial, que impediam que passassem qualquer pessoas com objetos ponteagudos, razão pela qual eles acreditaram que estavam dentro da normalidade admissível para uma manifestação.

Era apenas uma aventura de estudante, como qualquer outra que acontece durante movimento de protestos. No entanto, ela acabou presa, apesar de não participar de nenhum depredação e nada ter sido quebrado no local, confirmado pela própria perícia do Senado.

As imagens captadas pela câmeras pode provar que a estudante Roberta, estava sentada, sozinha na plenário do Senado, mas isso não foi considerado pela Procuradoria Geral da República, que acusa a estudante de crime de multidão, além de golpe de estado, abolição do estado de Direito, associação criminosa armada, danos ao patrimônio público e depredação de patrimônio tombado.

Outros réus que também estava rezando no local, tiveram a mesma condenação com penas que variam de 14 a 17 anos de prisão. Segundo Roberta eles estavam fazendo um movimento pacífico e democrático. Tudo que eles fizeram foi participar de um movimento de resistência contra o resultado eleitoral das urnas eletrônicas sem votos impressos.

[Por outro lado, o STF absolve políticos corruptos, criminosos com várias condenações por corrupção ativa e passiva, improbidade admistrativa, desvio do dinheiro público, com sentenças que chegam a mais de 300 anos].
Gazeta do Povo – Cristina Graeml

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