Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 14 de fevereiro de 2026

Com o fim do Show Rural Coopavel 2026 nesta sexta-feira (13), o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) também encerra sua programação no evento após cinco dias de agendas institucionais, atendimento a produtores e rodadas de negócios. O fechamento veio com um dado importante para o agro no Paraná: só no Banco do Agricultor Paranaense, o banco soma R$ 434,33 milhões em valores contratados, distribuídos em 3.127 projetos.

A carteira de operações, segundo o BRDE, espelha a agenda tecnológica que dominou estandes e debates na feira: energia solar responde por 38% dos projetos, enquanto pecuária de corte representa 23% e pecuária de leite, 29%. Irrigação e projetos com biomassa também são relevantes nesta carteira.

Criado para acelerar investimentos produtivos com estímulos direcionados, o Banco do Agricultor Paranaense opera em parceria com instituições como BRDE e Fomento Paraná, entre outras. O objetivo é fomentar produtores, cooperativas e agroindústrias familiares, por meio de crédito subsidiado e subvenções econômicas, com prioridade para projetos de energia sustentável e irrigação.

O coração do mecanismo é a equalização de juros: a Fomento Paraná gerencia o programa com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) e uma subvenção do Governo do Estado permite a devolução parcial ou total dos juros pagos pelos produtores, variando conforme porte do tomador, tipo de projeto e localização. Regiões com IDH abaixo da média estadual tendem a receber benefício maior, como instrumento de incentivo ao desenvolvimento regional.

O diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, afirma que o Show Rural é uma vitrine natural para a força do banco no campo. “O agro é uma das nossas maiores vocações, e o Show Rural é o lugar onde essa energia aparece com clareza. E o BRDE é também indústria e inovação. Fomento, para nós, é justamente conectar produtividade e competitividade e transição sustentável”, disse Renê, que destacou também o papel do BRDE como gestou do Fundo Setorial do Audiovisual, reforçando que a missão do banco passa por apoiar cadeias estratégicas, com alto potencial de geração de emprego.

A vitrine do Banco do Agricultor foi apresentada pelo BRDE como uma amostra de desta agenda ampla. O banco encerrou 2025 com R$ 5,6 bilhões contratados em 17.880 operações diretas ou indiretas nos três estados do Sul, além de Mato Grosso do Sul, e destacou o avanço do estoque de operações ativas.

“Quando a gente fala em saldo em carteira, estamos falando do estoque vivo de financiamentos: projetos em andamento, empresas e produtores pagando parcelas, investimentos que seguem produzindo resultado real. Esse saldo hoje gira em torno de R$ 25 bilhões, com crescimento de 72% nos últimos cinco anos, uma fotografia de como o fomento ganhou escala”, disse o diretor administrativo, Heraldo Neves.

Levantamentos apontam que o efeito macroeconômico é direto: “O incremento estimado no PIB dos três estados do Sul é, em linhas gerais, mais ou menos 1 para 1: o que o BRDE viabiliza em crédito tende a se traduzir em atividade econômica. E isso é o que justifica a existência de um banco de desenvolvimento”, afirmou. Fonte: AEN foto: Kauã Veronesse

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