O pronunciamento foi feito após o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumprir medida judicial em seu gabinete nesta segunda-feira (29). O presidente da Câmara Municipal...
Segundo o Ministro Luíz Roberto Barroso (STF) hoje no mundo os riscos estejam vindo mais intensamente dos populismos de direita, com as suas manifestações de racismo, de xenofobia, de misoginia e de anti-ambientalismo”, disse. Na opinião do ministro a estabilidade institucional foi rompida por tramas golpistas
Barroso, disse nesta segunda-feira (4) que o risco de uma ruptura com a democracia nos últimos anos era maior do que se pensava. “As investigações estão revelando que nós estivemos mais próximos do que pensávamos do impensável. Nós achávamos que já havíamos percorrido todos os ciclos do atraso institucional para ter que nos preocupar com ameaça de golpe de Estado quando já avançado o século 21”, disse ao dar uma palestra na Pontifícia Universidade Católica (PUC), na capital paulista.

Durante a palestra, Barroso destacou a estabilidade institucional vivida pelo país desde a Constituição de 1988 entrar em vigor. Na opinião do ministro, a tranquilidade foi rompida com as tramas golpistas que vêm sendo reveladas pelas investigações da Polícia Federal envolvendo integrantes do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Esse problema só entrou no radar da sociedade brasileira, infelizmente, nos últimos anos. E vai ficando para trás. Mas entrou de uma maneira muito preocupante”, enfatizou.
O ministro também criticou “politização das Forças Armadas” que, segundo ele, também participaram das tentativas de desacreditar as eleições de 2022. “Foram manipulados e arremessados na política por más lideranças. Fizeram um papelão no TSE [Tribunal Superior Eleitoral]. Convidados para ajudar na segurança e para dar transparência, foram induzidas por uma má liderança a ficarem levantando suspeitas falsas”, afirmou Barroso. [Talvez, se o TSE houvesse adotado o sistema de voto impresso e auditável, poderia evitar conflitos e excluiria as margens de dúvidas perante os eleitores brasileiros].
O que aconteceu no Brasil faz parte, na opinião do ministro, de “onda de um populismo autoritário” que atinge diversos países. “O mundo assiste a uma onda de um populismo autoritário, anti-institucional e antipluralista. O populismo pode ser de direita, pode ser de esquerda, embora hoje no mundo os riscos estejam vindo mais intensamente dos populismos de direita, com as suas manifestações de racismo, de xenofobia, de misoginia e de anti-ambientalismo”, disse.
OPINIÃO – O populismo existe tanto nos governo de esquerda como de direita, o atual governo não é menos popolista que o ex-presidente Bolsonaro. Questão é, se os condenados na Operação Lava Jato fosse políticos da direita, será que a Suprema Corte formaria a maioria para absolver os condenados?
Se tivessemos votos impresso, como há no sistema eleitoral da Argentina, será que o resultado da urnas eletrônicas do sistema brasileiros teria o mesmo resultado?
Fonte: Agência Brasil – foto divulgação
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