Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 28 de maio de 2020

Quando uma equipe de ‘TV batia luz’ para fazer uma entrevista num plenário, todo mundo logo queria dar uma parte, se aparecer. Hoje a Câmara, Senado, STF, … cada órgão tem seu próprio canal de televisão. Exemplo disso é o Supremo que tinha atribuição de tribunal constitucional, tempo em que o juiz era recatado, não dava entrevista, só se pronunciava nos autos, até que apareceu a TV no plenário. E o pecado preferido do diabo, “a vaidade”, possuiu os magistrados.

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.  E já não podemos dizer nada. (…) (No Caminho, com Maiakóvski
– Eduardo Alves da Costa)

Mensalão passou a ser um grande tribunal de todas as instâncias e de todos os casos, e passou a ser também o poder Legislativo, e agora quer governar. Só falta mudar o nome da Praça dos Três Poderes, para Praça do Supremo, e riscar a cláusula pétrea no Art. 2º da Constituição de 1988, na qual os três poderes devem ser independentes e harmoniosos. Segundo Ives Gandra Martins, jurista, que foi provavelmente professor de todos esses que estão juiz da Suprema Corte, diz o seguinte: se o Supremo começar interferir na nomeação, não demora qualquer juiz com base em suposição, vai interferir nas prefeituras, governos de estados para dizer que deve ou não ser nomeado secretário ou diretor.

Essa intromissão no governo federal, na qual um presidente não pode nomear para cargo de confiança um amigo, seria ultrapassar o limite da competência. Como o próprio nome diz, confiança que pressupões proximidade, amizade, diferente de nepotismo. Seria como proibir um cachaceiro assumir um cargo público, por supor que ele vai beber durante o expediente. Enfim, os poderes devem ser independentes e harmônicos conforme estabelecido na Constituição Federal, para o bem da democracia cada qual deve observar a constituição, sem intromissão ou politicagem.

A verdade é que certo grupos políticos derrotados, não aceitam que o povo escolher esse presidente autentico, identificado com a sociedade, e não mais aquele político marionete fabricado por uma agência de propaganda, que diz aquilo que o marqueteiro manda de acordo com o que as pesquisas norteiam para enganar os mais inocentes. Bolsonaro é original, não precisa de porta-voz, ele é o próprio porta voz, e por isso fala com o coração, sem máscara! O Presidente não gasta dinheiro público para comprar apoio de jornalistas, razão pela qual a imprensa esperneia, procura ocasião para desconstruir seu governo.

Texto com base na entrevista do jornalista Alexandre Garcia

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