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Aprovado projeto do deputado Ricardo Arruda que proíbe uso de penas e plumas de origem animal para produção de fantasias
Aprovado em duas discussões, o projeto de lei visa a proibição, em todo Paraná, da utilização de penas e plumas de origem animal para a produção de fantasias e alegorias, incluindo fantasias carnavalescas. O descumprimento sujeitará o infrator a multas de 200 UPF/PR a 4 mil UPF/PR (Unidade Padrão Fiscal do Paraná), aplicadas progressivamente em caso de reincidência.
O autor do projeto de Lei, deputado estadual Ricardo Arruda, pontuou que além do respeito ao meio ambiente e preservação da fauna, o projeto visa intensificar o combate aos maus-tratos em animais. “Eles possuem capacidade de sentir dor, frio, fome, sede e medo, e os métodos de retirada das penas são muito cruéis. Não podemos mais aceitar que se utilize partes do corpo de animais para fins de adereços de fantasias”, afirma o parlamentar.
CARNAVAL BELEZA E BRILHO
O carnaval acabou, pelo menos, oficialmente no calendário. Mas já passou da hora de falarmos sobre algo que vem incomodando muita gente. Até quando penas e plumas naturais serão utilizadas na confecção de fantasias?
Por causa de nosso carnaval, o Brasil é um dos maiores importadores mundiais desses produtos, que vêm, sobretudo, da África do Sul, China e Índia. Nesses lugares, as aves são criadas especificamente para esta finalidade. Gansos, pavões, patos, avestruzes e faisões são os animais que “fornecem” suas plumas e penas para esse mercado.
Crueldade e sofrimento totalmente desnecessários. Já existem alternativas similares – mineral, vegetal ou sintéticas -, que substituem os produtos de origem animal.
Estima-se que 25 toneladas de plumas sejam usadas por ano, para atender a demanda do carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo. Vendidas por quilo, dependendo da qualidade, seu valor pode variar entre R$ 160 e R$1,2 mil. [Juliana Paes Foto: reprodução Facebook Juliana Paes] Texto: Suzana Camargo
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