Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 21 de maio de 2026

A decisão provocou reação de parlamentares que bucam desvendar o esquema de corrupção e investigar os envolvidos nas fraudes do Banco Master

O senador Davi Alcolumbre (União-AP), barrou nesta quinta-feira (21/5) a leitura dos requerimentos que pedem a criação de uma CPMI para investigar o Banco Master.

Os pedidos de CPMI ganharam força após a divulgação de denúncias envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As suspeitas incluem o patrocínio do filme Dark Horse, uma produção que conta a história do atentado contra ex-presidente Jair Bolsonaro. A CPMI também vai investigar possíveis negociatas com personalidades de políticos e alto escalão do governo, além de gente do judiciário brasileiro.

Durante a reunião, deputados e senadores da base e oposição apresentaram questões de ordem cobrando o avanço dos pedidos de investigação. Apesar da pressão, Alcolumbre afirmou que a pauta do dia já estava previamente definida e seria dedicada à análise de vetos presidenciais considerados prioritários para os municípios brasileiros.

Alcolumbre saiu pela tangente e usou como pretexto atendimento aos prefeitos: “Milhares de prefeitos do Brasil estão precisando de um gesto do Congresso para deliberação dessa pauta”, afirmou o senador. Em seguida, pediu compreensão aos parlamentares e se desculpou por não atender aos pedidos relacionados às CPMIs.

Votação de vetos presidenciais

A sessão desta quinta foi convocada para analisar uma série de vetos do presidente Lula, entre eles o que trata da possibilidade de repasses federais a municípios de até 65 mil habitantes, em situação de inadimplência. O tema é visto como prioridade por prefeitos e lideranças municipalistas diante das dificuldades fiscais enfrentadas pelas cidades.

Nos bastidores, porém, o principal foco político do encontro acabou sendo a disputa em torno da CPMI do Banco Master. Parlamentares alegam que os requerimentos já cumprem os critérios constitucionais, como número mínimo de assinaturas, fato determinado e prazo de funcionamento, o que obrigaria a leitura em sessão conjunta para formalizar a instalação da comissão.

A resistência de Alcolumbre tem irritado tanto oposicionistas quanto governistas que defendem a investigação. O presidente do Congresso, no entanto, vem argumentando que a proximidade do calendário eleitoral exige cautela na abertura de novas comissões parlamentares de inquérito.

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