Na opinião do ex-comandante da Força Aérea Brasieira, Carlos Baptista Júnior, os atos de 8 de Janeiro foi uma “grande balbúrdia”, provocado pelo descontentamento das urnas eletrônica. O ex-comandante da Força Aérea Brasileira Carlos de Almeida...
Veja quem são: Marcello Lopes (Flávio), Raul Rabelo (Lula), Renato Pereira (Zema) e Paulo Vasconcelos (Caiado)
Com a divulgação de nomes pela equipe do senador Flávio Bolsonaro nesta segunda, 11, estão definidos os marqueteiros das candidaturas presidenciais mais bem posicionadas na pré-campanha de 2026. Lula seguirá com Raul Rabelo, sob a supervisão de Sidônio Palmeira; Flávio montou um “supertime” de publicidade liderado por Marcello Lopes; Romeu Zema entregou sua estratégia nacional ao veterano Renato Pereira; e Ronaldo Caiado será conduzido por Paulo Vasconcelos. Os grupos já testam linguagens, slogans e formatos digitais para tentar romper a polarização ou aprofundá-la, dependendo do projeto político de cada candidatura.
Neste momento inicial, o principal fenômeno de comunicação política não veio nem do PT nem do bolsonarismo. O maior “hit” eleitoral até aqui é “Os Intocáveis”, série de animação produzida com inteligência artificial pelo time contratado por Romeu Zema. Os vídeos de humor, com ataques especialmente direcionados a Lula e aos ministros do STF, circulam nas redes e ajudaram a colocar o governador mineiro no radar de um público mais jovem e conectado. A repercussão reforça a expectativa de que a eleição de 2026 seja profundamente moldada pela IA generativa.
Lula aposta em redes e discurso social
No campo governista, a campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo estruturada por Sidônio Palmeira, que no ano passado assumiu como ministro da Secretaria de Comunicação Social, e Raul Rabelo, publicitário baiano ligado historicamente ao PT. A prioridade definida pela equipe é fortalecer a presença digital do lulismo, ampliando a coordenação entre militância e influenciadores simpáticos ao governo.
A estratégia apresentada a parlamentares petistas prevê uma comunicação fortemente baseada em temas sociais, como o combate aos privilégios, o endividamento das famílias e a defesa do fim da escala 6×1. Outro eixo central será a comparação direta entre os governos Lula e Bolsonaro, com destaque para programas como Pé-de-Meia, escola em tempo integral e iniciativas voltadas à saúde pública.
Rabelo já começou a atuar também na linha ofensiva contra adversários. Uma das primeiras peças, um vídeo exibido durante evento do PT e posteriormente vazado para a imprensa, associou Flávio Bolsonaro ao escândalo do Banco Master.
Flávio profissionaliza o bolsonarismo
Se a campanha de Jair Bolsonaro em 2018 foi marcada pelo improviso digital (bem-sucedido, diga-se) comandado por Carlos Bolsonaro, Flávio decidiu seguir outro caminho. O senador do PL cercou-se de profissionais da publicidade e da comunicação corporativa para construir uma operação mais estruturada.
O coordenador-geral da comunicação será o empresário Marcello Lopes, conhecido como “Marcelão”, figura de confiança do pré-candidato. Ao seu redor foram reunidos nomes conhecidos do mercado, como Toninho Neto, ex-executivo de grandes agências internacionais; Alexandre Oltramari, ex-editor de política da revista Veja; e Walter Longo, ex-presidente do Grupo Abril e executivo do grupo WPP.
A equipe já vem testando bordões e frases de efeito voltadas às redes sociais. Foi desse núcleo que nasceram comparações de Lula a um “Opala velho” e a definição do presidente como “produto vencido”. O objetivo é manter o estilo popular e agressivo do bolsonarismo, mas com embalagem mais profissional.
Até aqui, o principal acerto do marketing foi a série “Os Intocáveis”. Produzida com inteligência artificial, a animação associou Zema a uma linguagem mais moderna, digital e antiestablishment, aproximando-o de um eleitorado jovem que consome política pelas redes sociais.
Caiado quer ocupar o espaço da “direita moderada”
Ronaldo Caiado tenta construir uma candidatura de centro-direita com a marca da experiência administrativa. O responsável pela operação é Paulo Vasconcelos, estrategista que defende uma campanha centrada nas “entregas” do governador em Goiás, especialmente nas áreas de segurança, educação e tecnologia.
A avaliação do PSD é que o principal problema de Caiado hoje não é rejeição, mas desconhecimento nacional. Por isso, a prioridade da primeira fase da campanha será apresentá-lo ao eleitorado como um gestor eficiente, evitando confrontos diretos tanto com Lula quanto com Flávio Bolsonaro.
A narrativa desejada é a de “uma direita que conversa”. A intenção é posicionar Caiado como alternativa conservadora moderada, capaz de dialogar com diferentes setores políticos e romper a polarização que domina a política brasileira desde 2018.
Veja Também
Tragédia no Nepal e Tibete deixa mais de 160 mortos e 380 turistas desaparecidos
As autoridades locais informaram que 384 turistas estão desaparecidos, dos quais 291 são estrangeiros. Desastre afeta popular rota de trekking frequentada por pessoas do mundo inteiro. Pelo menos 95 pessoas morreram nesta quarta-feira (26/8) no...
Facebook é acusado de falhar na filtragem de suposta desinformação eleitoral
Segundo Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, o Facebook não acatou as 15 denúncias de publicações “antidemocráticas” A Anistia Internacional, uma Ong controlada por liderança de viés político de esquerda, que se colocam como...