Na opinião do ex-comandante da Força Aérea Brasieira, Carlos Baptista Júnior, os atos de 8 de Janeiro foi uma “grande balbúrdia”, provocado pelo descontentamento das urnas eletrônica. O ex-comandante da Força Aérea Brasileira Carlos de Almeida...
A sucessão ao Governo do Paraná ganhou contornos de crise política após o anúncio feito pelo governador Ratinho Junior (PSD), causou um rebuliço nesta terça-feira (14). O nome escolhido para disputar sua sucessão — o deputado federal Sandro Alex, radialista, formado em direito — caiu como uma bomba nos bastidores e desencadeou uma onda de reações inesperadas.
A escolha surpreendeu tanto aliados quanto adversários. Nos corredores políticos, o questionamento é geral: qual a estratégia por trás da decisão? Sandro Alex, apesar de ocupar mandato federal, tem atuação pouco conhecida junto ao grande público e passou boa parte do tempo ligado às secretarias do governo estadual.
O impacto foi imediato. Dentro do próprio PSD, partido do governador, o clima azedou. Houve discussões acaloradas e até protestos no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O deputado Fadel foi direto ao afirmar que não apoiará o nome indicado em sua região.
A insatisfação também contaminou partidos aliados. O deputado Anibelli Neto (MDB) não escondeu a frustração e declarou que a legenda se sente traída. Segundo ele, o MDB deve lançar Rafael Greca ao governo e Álvaro Dias ao Senado, destacando que ambos liderariam pesquisas eleitorais com ou sem o apoio do atual governador.
Entre os deputados da base governista, o sentimento predominante é de ruptura. Alguns chegaram a afirmar que teriam deixado o partido caso soubessem previamente da decisão.
Já o presidente da Alep, Alexandre Curi, adotou um tom mais conciliador. Após conversa com o governador, indicou que deve disputar uma vaga ao Senado, reposicionando seu projeto político, embora tenha afirmado que não desistiu do sonho de governar o Estado.
A oposição também reagiu com desconfiança. O líder oposicionista Arilson Chiorato questionou a escolha, classificando-a como “estranha” diante da baixa projeção política do indicado.
Já o deputado Requião Filho, pré-candidato ao governo, foi além: levantou suspeitas sobre os motivos da decisão e insinuou que a escolha pode estar relacionada a interesses ligados ao caso do Banco Master — sem apresentar provas.
O anúncio, que deveria consolidar a base governista, acabou escancarando divisões internas e inaugurando um cenário de incerteza na corrida eleitoral paranaense.
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