Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 14 de junho de 2022

A vereadora Indiara Barbosa (Novo) sugeriu a revisão na licitação de compra de calçados para a Guarda Municipal, apresentada pela Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (SMDT) com valores absurdos.

A parlamentar exemplifica que o custo do coturno impermeável, por exemplo, consta no edital de licitação com teto de R$ 741 o par, quando, diz, há “marcas renomadas” “com preços chegando à metade [deste]”. Ao todo, a vereadora calculou que, se fosse finalizada pelos valores do edital, a licitação atingiria o valor de R$ 2,5 milhões, quando, com mais economia, “daria para investir em outros problemas da capital”. 

O pregão em questão foi aberto pelo Executivo para adquirir três tipos de itens para a Guarda Municipal de Curitiba: tênis para ciclista, coturno tático impermeável e bota tática impermeável. “Em uma rápida pesquisa de mercado, vê-se que os preços aparentam estar bem acima da média, se comparados a produtos de marcas renomadas, sendo talvez necessária uma revisão do Termo de Referência”, justifica Indiara Barbosa. “No artigo 70, a Constituição Federal traz o princípio da economicidade, segundo o qual é importante buscar o melhor resultado com o menor custo possível”, defende a parlamentar.

A sugestão foi apoiada por Renato Freitas (PT), para quem a Prefeitura de Curitiba deveria administrar os recursos públicos com o mesmo cuidado que um cidadão na hora de fazer as compras para casa, “que anda quilômetros para encontrar o quilo de café mais barato, para que não lhe falte nada ao final do mês”. A aprovação da sugestão se deu, conforme o Regimento Interno, por votação simbólica, quando não há o registro individualizado dos votantes.

A sugestão de reavaliação da licitação foi aprovada em votação simbólica, nesta segunda-feira (13), na segunda parte da ordem do dia da CMC (205.00191.2022). Fonte: Câmara Municipal de Curitiba

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