Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 25 de maio de 2021

O virologista francês e ganhador do Prêmio Nobel, Luc Montagnier, durante uma entrevista divulgada nesta última terça-feira (18), apontou como “impensável” a vacinação em massa contra a Covid-19 durante a pandemia, e ainda um erro histórico que está “criando as variantes”, além de elevar a taxa de mortalidade pela doença.

“É um erro enorme, não é? Um erro científico e também um erro médico. É um erro inaceitável”, disse Montagnier, em uma entrevista traduzida e publicada pela RAIR Foundation USA. “Os livros de história vão mostrar isso, porque é a vacinação que está criando as variantes”, apontou o virologista.

Muitos epidemiologistas possuem o conhecimento disso e estão “calados” sobre o problema conhecido como “aumento dependente de anticorpos”, disse Montagnier. “São os anticorpos produzidos pelo vírus que permitem que uma infecção se torne mais forte”, disse o pesquisador em uma entrevista a Pierre Barnérias da Hold-Up Media, no início deste mês.

Embora variantes de vírus possam ocorrer naturalmente, Montagnier disse que a vacinação está conduzindo o processo. “É claro que as novas variantes são criadas por seleção mediada por anticorpos devido à vacinação.”

Vacinar durante uma pandemia é “impensável” e está causando mortes, declarou o vencedor do Prêmio Nobel de Medicina de 2008.

O virologista e especialista em vacinas Dr. Geert Vanden Bossche, em uma carta aberta enviada à OMS ainda no início de março deste ano, também já havia alertado para o perigo da vacinação em massa nesse período da pandemia, podendo causar “variantes altamente infecciosas”.

“Devido à intervenção humana, o curso desta pandemia foi totalmente perturbado desde o início. Medidas de prevenção de infecção generalizadas e rigorosas, combinadas com campanhas de vacinação em massa usando vacinas inadequadas, sem dúvida levarão a uma situação em que a pandemia está ficando cada vez mais ‘fora de controle’”, apontou o Dr. Geert.

“Se nós, seres humanos, estamos comprometidos em perpetuar nossa espécie, não temos escolha a não ser erradicar essas variantes virais altamente infecciosas. Isso, de fato, exigirá grandes campanhas de vacinação. No entanto, as vacinas baseadas em células NK permitirão principalmente que nossa imunidade natural seja melhor preparada (memória!) e induza a imunidade coletiva (que é exatamente o oposto do que as vacinas Covid-19 atuais fazem, visto que cada vez mais transformam os receptores da vacina em portadores assintomáticos que estão espalhando vírus)”, concluiu o virologista e especialista em vacinas Dr. Geert.

Ao analisar a afirmação do ganhador do Prêmio Nobel, o analista político Italo Lorenzon, durante o Boletim da Manhã de sexta-feira (21), disse que até acha válido “um veículo de grande mídia qualquer dizer: ‘Ele disse isso, mas há uma discussão, tem o outro lado, há alguns virologistas que dizem que não, que a vacinação é segura etc.’, tudo bem, trataram a ciência como ela deve ser tratada. Agora, chamar de negacionista, que é um termo usado para quem nega o holocausto nazista contra os judeus? Equiparar uma coisa com a outra com o mesmo termo? Não venham me dizer que “ah, negacionista é quem nega”, não, o termo “negacionista” tem uma carga anterior que não é só gramatical”, apontou Lorenzon.

“Veja bem, você pegar um indivíduo desse, virologista e infectologista, e marcá-lo como ‘negacionista’ é uma estratégia fascista para bloquear o debate. Você vai lá e imprime nele uma impressão e não deixa os argumentos serem tratados. Em geral, quem faz isso não tem razão. É muito difícil você ver uma pessoa que tem razão se preocupar em não sentar e discutir racionalmente o erro do outro”, concluiu o analista político. (site Terça Livre)

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