Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 28 de novembro de 2025

O ditador Nicolás Maduro coloca sua tropa em prontidão para defender seu governo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira (25) que está aberto a conversar com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, sinalizando uma possível abertura diplomática em meio à crescente escalada militar entre os dois países.

“Se pudermos salvar vidas, se pudermos fazer as coisas do jeito mais fácil, ótimo. E se tivermos que fazer do jeito mais difícil, tudo bem também”, declarou Trump.

Os Estados Unidos poderão começar em breve a operação terrestre  contra os narcotraficantes venezuelanos.

O presidente Donald Trump acusou especificamente a Venezuela, na quinta-feira (27), de ser um fator-chave no tráfico de droga que inunda o mercado norte-americano,

“Provavelmente já perceberam que as pessoas já não querem entregar (drogas) por mar, e vamos começar a prendê-las também em terra”, afirmou o presidente norte-americano durante um discurso televisivo de Ação de Graças às Forças Armadas. “A rota terrestre é mais fácil, mas isso vai começar muito em breve”.

Segundo o presidente norte-americano, 85% do tráfico marítimo de droga foi interrompido.

Presidente Trump não detalhou em que consistiriam as ações terrestres, apenas destacou os ataques no mar das Caraíbas e no Pacífico, onde as forças norte-americanas mataram mais de 80 narcotraficantes ao destruírem mais de 20 embarcações ligadas ao narcotráfico, maioritariamente da Venezuela.

As ações foram levadas a cabo por um destacamento militar naval e terrestre na região, que inclui o maior navio militar do mundo, o porta-aviões Gerald R. Ford, com quatro mil soldados e 75 caças a bordo. O ditador Nicolás Maduro, sabe que seu governo não tem reconhecimento dos países democráticos, e interpreta a ação Norte Americana como uma tentativa de o afastar do poder.

EUA considera narcotraficantes como terroristas e declarou guerra contra o narcotráfico. A ONU se coloca em defesa dos 83 narcotraficantes mortos no Caribe, ao declarar que se trata de “execuções extrajudiciais”. Porém, nada diz contra as organizações criminosas, que causam destruição de milhares de famílias.

A região das Caraíbas foi palco, na segunda-feira, de demonstrações de bombardeiros B-52H, revelou a força aérea norte-americana na quarta-feira.

Na quinta-feira (27), a bordo do porta-aviões Gerald Ford, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, homenageou os soldados norte-americanos em missões durante o Dia de Ação de Graças, chamando-lhes “guerreiros que garantem a segurança”, tanto nos Estados Unidos como “no mar, combatendo os cartéis”.

Washington também intensificou a pressão ao designar o Cartel dos Sóis como uma organização terrorista estrangeira na segunda-feira. A existência desta organização continua por provar, segundo muitos especialistas, e Washington afirma que é liderada pelo ditador Maduro.

Donald Trump autorizou operações secretas da CIA na Venezuela e não descartou uma intervenção militar, tendo também afirmado que irá falar com Maduro.

Departamento de Justiça dos EUA reforça a recompensa por informações que levassem à captura de Nicolás Maduro para 50 milhões de dólares.

Exército venezuelano em alerta
O ditador Nicolás Maduro, alvo específico de Washington, afirma que Donald Trump está a agir de forma errada e que apenas cinco por cento das drogas produzidas na Colômbia, o maior produtor mundial, transitam pelo país.

Maduro, que fraudou a última eleição para se manter no poder, se defende e diz que se trata, na verdade, de uma manobra militar para o derrubar. O ditador acusa os EUA de querer se apoderar das reservas de petróleo do país.
Maduro teme que seu Exército se revolte contra seu próprio governo. Na quinta-feira, durante um discurso televisivo direcionado aos militares Maduro referiu que o país viveu “17 semanas de guerra psicológica” e pediu que o exército se mantivesse “imperturbável” e “em alerta” face à presença militar norte-americana nas Caraíbas.

Maduro tenta manter a fidelidade dos seus generais e pediu aos elementos da força aérea que estejam em “alerta, prontos e dispostos” a defenderem os direitos da Venezuela. Fonte: CNN Internacional

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