Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 2 de janeiro de 2026

Autoridades iranianas responde com ameaça e alertam que os EUA devem “estar atentos à segurança de seus soldados”.

O presidente Donald Trump alertou na manhã de sexta-feira que os EUA interviriam caso o Irã começasse a matar manifestantes. 

Em um artigo publicado no Truth Social, o presidente afirmou que, se o Irã atirar e “matar violentamente manifestantes pacíficos, como é de costume, os Estados Unidos da América virão em seu auxílio”. 

“Estamos pontos para entrar em ação”, disse Trump. 

O alerta de Trump surge em meio a manifestações desencadeadas pela deterioração da economia iraniana, que se expandem para além da capital e aumentam as preocupações com uma possível repressão violenta por parte das forças de segurança. Pelo menos sete pessoas — incluindo manifestantes e membros dos serviços de segurança iranianos — teriam sido mortas durante os confrontos, segundo relatos da imprensa internacional.

Ali Larijani, ex-presidente do parlamento e atual secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, rebateu a publicação de Trump, escrevendo no X que “Com as declarações de autoridades israelenses e de Donald Trump, o que estava acontecendo nos bastidores agora está claro. Distinguimos entre a postura dos lojistas que protestavam e as ações de agentes distruptivos, e Trump deveria saber que a interferência dos EUA nessa questão interna significaria desestabilizar toda a região e destruir os interesses americanos.”

“O povo americano precisa saber que Trump deu início a esse aventureirismo. Eles devem estar atentos à segurança de seus soldados”, acrescentou Larijani.

A ameaça surgiu após o Irã lança um ataque contra AI-Udeid, a base aérea americana no Catar, em junho de 2025. A base abriga 10.000 militares americanos e é a maior instalação militar dos EUA no Oriente Médio. Localizada a sudoeste de Doha, ela serve como centro de operações logísticas para a missão dos EUA no combate ao Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Na época, o Irã prometeu retaliar os EUA depois que bombardeiros B-2 americanos lançaram 14 bombas antibunker em três instalações nucleares iranianas. 

Nos recentes protestos iranianos, alguns dos atos de violência mais graves foram registrados no oeste do Irã, onde vídeos que circulam online parecem mostrar incêndios nas ruas e sons de tiros durante protestos noturnos. 

“A culpa é nossa… Não procurem culpados nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar. Devemos servir adequadamente para que as pessoas fiquem satisfeitas conosco… Somos nós que temos que encontrar uma solução para esses problemas”, disse o presidente iraniano Masoud Pezeshkian na quinta-feira, segundo a Reuters.

Fonte: FoxNews

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