Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 25 de maio de 2019

A educação é transformadora e libertadora, o melhor caminho para o desenvolvimento de uma sociedade. O Governo Federal, assim como os governos estaduais devem ter a educação como meta prioritária. No entanto, o sistema atual das universidades é oneroso e ineficiente se comparado com o montante do investimento destinado às universidades públicas.
Alguns cursos das universidades públicas como Letras, História, Geografia, Sociologia, Filosofia, Assistência Social, Pedagogia, Administração, Ciências Contábeis, entre outros, poderão ser terceirizados sem prejuízo a qualidade do conteúdo, uma vez que a grade dos cursos é estabelecida igualmente para todas universidades pelo MEC. O governo contrataria por meio de licitação, instituições privadas conceituadas, para ministrar esses cursos dentro do próprio Campus das universidades públicas.
As universidades federais deverão priorizar cursos e pesquisas de maior importância científica na área humanística e tecnológica como Medicina, Biomedicina, Engenharia, Ciência da Informação, entre outros de interesse público, social e tecnológico. Com aprovação desse projeto as universidades públicas poderão oferecer o dobro das oportunidades de vagas com a metade do custo, sem perder o padrão de qualidade do ensino. 
Hoje a maioria dos estudantes de graduação superior matriculados em instituições particulares são oriundos de família de baixa renda, enquanto nas universidades públicas mais 50% dos alunos matriculados, são de família com alto poder aquisitivo, que poderiam pagar um curso superior.
Por que não criar um critério onde todos pagam de acordo com as condições sócio econômica da família?
Outra forma de resolver a situação financeira das universidades e oportunizar mais vagas, seria a cobrança de uma taxa mensal de acordo com as condições sócio econômica dos alunos. Desta forma quem pode mais, contribuiria financeiramente para arrecadação das universidades públicas, além de patrocinar aqueles que menos podem.
As universidades federais contam com as melhores estruturas físicas, técnicas e laboratórios, porém são muito onerosas. O custo de um professor ou técnico de universidade pública, chega ser duas ou três vezes maior que das melhores universidades particulares do país. Por exemplo: um professor com mestrado e doutorado, numa universidade particular ganha em média 12 salários mínimos, enquanto que em uma universidade pública, o salário fica em torno de 30 salários, além de outros passivos financeiros, como aposentadoria com o mesmo salário de final de carreira. Enquanto professores das instituições privadas se aposentam pelo limite do INSS, ou recolhem por conta própria sua previdência privada.
Nos últimos anos os custos dos serviços públicos ficaram muito oneroso para o Estado, devido aumentos salariais indiscriminados, e planos de carreira sem critério de projeções econômica futura. Constante greves pressionaram políticos a aprovar acordos como meio de contornar situações momentâneas. Desta forma obrigando os gestores públicos a elevar as alíquotas de impostos e taxas a níveis insuportáveis para cobrir os rombos financeiros provocados pela folha dos servidores. Hoje a máquina administrativa está inchada, servidores públicos se aposentando com salário exuberante, e não há orçamento para repor o quadro de funcionário que se encontra defasado. Os gastos públicos em todas esferas de governo, já estão acima do limite prudencial, estabelecido pela lei de Responsabilidade Fiscal, o que compromete os investimentos e tem como principal causa a estagnação do Estado.
Se você tem senso de justiça, e acredita que podemos fazer o melhor para nosso país, assine esse abaixo assinado. Venha junto fazer uma universidade pública mais justa e igualitária.

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