Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 10 de maio de 2023

As investigações sobre as narrativas da suposta fraude em cartões de vacina contra a covid-19 que teria beneficiado o ex-presidente Jair Bolsonaro, sua filha de 12 anos de idade e auxiliares próximos apontaram, também, a existência de conversas entre militares e ex-militares que chamaram atenção das autoridades.

O funcionamento do esquema foi divulgado pela Polícia Federal no dia 3 de abril, após a deflagração da Operação Venire. A operação prendeu seis pessoas, entre elas o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, e o ex-major do Exército Ailton Barros.

Segundo a PF, o esquema funcionaria a partir da inserção de dados falsos no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI) indicando que Bolsonaro, sua filha e alguns de seus auxiliares mais próximos constasse como vacinados contra a covid-19 quando, na realidade, eles não teriam sido imunizados contra a doença.

Em entrevista na semana passada à rádio, Bolsonaro negou qualquer irregularidade e voltou a dizer que não se vacinou. “Não existe adulteração de minha parte. Eu não tomei a vacina”, disse o ex–presidente.

Nos dias que se seguiram, porém, emissoras de TV como a CNN Brasil e a Globo News passaram a divulgar o conteúdo de mensagens de texto e de áudio que mostravam aliados de Bolsonaro discutindo um suposto plano a ser executado pelas Forças Armadas após o resultado das urnas eletrônicas, que deram vitória ao ex-presidente para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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