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Governo aprova salário do professor no valor de R$ 5.100 para 40 horas semanais e o STF garante ganhos de pelo menos R$ 62.200 mensais para juízes, promotores e procuradores. POR QUE NÃO ESTABELECER O SALÁRIO DO PROFESSOR EM 20% DO TETO DO STF?
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para liberar o pagamento de penduricalhos retroativos a juízes, procuradores e promotores do Ministério Público. Com o voto do ministro Luiz Fux durante julgamento virtual neste sábado (27), o placar está 5 votos a 0 pela liberação.

Os votos anteriores foram proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Flávio Dino, que propuseram que o pagamento das indenizações respeite um limite de 35% do teto do funcionalismo público.
Em seu voto, Fux, entretanto, defendeu que não deve haver teto para o pagamento de direitos já adquiridos, como férias e licenças não aproveitadas, argumentando que a reparação deve ser integral. No entanto, essa mesma Suprema Corte não considerou os direitos adquiridos daqueles contribuintes do INSS, que recolheram para a previdência acima do limite e negou a revisão da “vida toda”.
O julgamento virtual segue até a próxima terça-feira (30). Quatro ministros ainda precisam votar.
Entenda
Penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, ultrapassam a remuneração máxima definida constitucionalmente, hoje de R$ 46,3 mil.
Em 25 de março, por unanimidade, os ministros decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxílios deverão ser limitados a 35% do valor do salário dos integrantes da Corte.
Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão ganhar pelo menos R$ 62,5 mil mensais, somando o teto e R$ 16,2 mil em penduricalhos. Fonte: Agência Brasil – foto: Rafa Neddermeyer
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