Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 29 de janeiro de 2026

Senadores da República protocolaram um aditamento ao pedido de impeachment apresentado no último dia 14 se janeiro

Os senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF) protocolaram no Senado, nesta quarta-feira, 28, um aditamento ao pedido de impeachment conra oministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apresentaram em14 de janeiro.

O  documento acresce à denúncia original fatos novos, divulgados recentemente pela imprensa, que, segundo os parlamentares, “reforçam de maneira significativa os indícios de relação direta ou indireta, pessoal e familiar do Ministro Dias Toffoli com agentes, interesses econômicos e estruturas financeiras associadas ao Banco Master.

O aditamento cita que, conforme reportagens veiculadas pelo portal Metrópoles, o Resort Tayayá em Ribeirão Claro (PR) é reconhecido por funcionários e por moradores da região como sendo, na prática, o “resort do Toffoli”, mesmo que o nome do magistrado não figure formalmente como proprietário nos registros públicos.

“Segundo os relatos jornalísticos, o empreendimento foi desenvolvido por familiares diretos do Ministro, notadamente irmãos e primo, por intermédio de incorporadora avaliada em dezenas de milhões de reais, responsável pela construção das unidades hoteleiras. Consta, ainda, que o Ministro frequenta o local de forma habitual, dispõe de residência exclusiva no interior do complexo e mantém embarcação própria atracada no píer do resort, prosseguem os senadores.

Para os parlamentares, a análise dos fatos divulgados pela imprensa “revela a existência de uma teia de vínculos que aponta para uma preocupante convergência entre interesses pessoais, familiares e decisões institucionais, especialmente no contexto dos procedimentos que envolvem o Banco Master, objeto de atuação jurisdicional de Toffoli no STF”.

Eles afirmam que a permanência de Toffoli na condução de decisões sensíveis relacionadas ao caso do Banco Master “revela-se juridicamente questionável sob a ótica do devido processo legal substantivo e da garantia do juiz natural imparcial”. Fonte: O Antagonista

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