Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 30 de novembro de 2022

Audiência Pública na Comissão de Fiscalização e Controle ouve Fabio Wajngarten sobre denúncia de fraude nas inserções de rádio durante a campanha

A Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle do Senado está realizando audiência pública sobre a denúncia de fraude nas inserções de rádio durante a campanha presidencial. Agora pela manhã, o convidado é Fábio Wajngarten (foto), o ex-Secom de Jair Bolsonaro e um dos coordenadores da campanha eleitoral.

Wajngarten estimou em até R$ 38 milhões o prejuízo causado pelas inserções de rádio que não foram ao ar. Ele, que teve a iniciativa de auditar os dados, informou que 1.253 milhão de spots da propaganda não foram ao ar.

“Como a gente chegou nestes números: se são 4.980 rádios onde há 25 inserções por dia, o total que deveria ter sido veiculado é óbvio. Ao custo médio de R$ 30 reais, a campanha teve R$ 36 milhões, R$ 38 milhões não veiculado, em mídia não entregue.”

Ele disse também que, em nenhum momento, cobrou do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que auditasse as inserções, mas pediu cooperação para entender o que houve.

“É dever e simples, no meu ponto de vista, coma tecnologia e estrutura que o TSE diz possuir, com tanta segurança que o TSE diz desenvolver, ela deveria simplesmente, ao lado de cada veículo, colocar verde ou vermelho”, disse o ex-Secom, antes de exemplificar. “‘A rádio XV de não sei das quantas, da cidade de qual estado, baixou ou não baixou o material obrigatório’. Um checklist simples.”

Quando a campanha de Bolsonaro pediu providências, o TSE disse que caberia ao partido auditar as inserções. Mas o próprio Alexandre de Moraes, que ainda preside a Corte Eleitoral, reagiu com ordem para investigar os denunciates, alegando suposto desvio de finalidade dos recursos partidários.

O mais importante neste caso é ver o Senado, finalmente, atuando no debate público. A omissão do Congresso nos últimos meses em temas, como fake news, urnas eletrônicas e excessos do Judiciário, custou à sociedade alguns nacos de democracia. Fonte: O Antagonista

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