Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 15 de setembro de 2026

O planejamento de segurança do STF está sendo realizado de forma integrada entre a Secretaria de Polícia Judicial, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o GSI, a Abin, as forças de segurança do DF e os demais órgãos envolvidos.

A atuação conjunta contempla compartilhamento de inteligência, avaliação de riscos e definição coordenada de efetivos, áreas de responsabilidade, revistas, bloqueios, restrições do espaço aéreo e monitoramento de drones. 

O que diz Moraes?

A defesa do ministro Alexandre de Moareds contestou a investigação conduzida pelo Ministro André Mendonça na operação Compliance Zero. A manifestação diz que o inquérito foi instaurado de forma irregular por Mendonça e sem autorização do Plenário da Corte, caracterizando um suposto direcionamento político para incriminar o ministro.

Veja alegação da defesa de Moares: “A investigação ilegalmente produzida pela Polícia Federal por determinação do Ministro André Mendonça não apresentou nenhum indício de que o Ministro Alexandre de Moraes tinha prévio conhecimento da decisão da Justiça Federal de 1ª instância que determinou a ‘Operação Compliance’ ou que tenha entrado em contato com qualquer autoridade sobre esse assunto ou, ainda, que tenha vazado alguma informação, que nem ao menos tinha ciência”, diz a manifestação.

Moraes virou personagem central da própria história

Alexandre de Moraes tornou-se um dos personagens mais polêmica— e também mais controversos — da política brasileira.

Como presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do STF, teve atuação decisiva e controversas durante e depois das eleições de 2022. Posteriormente, tornou-se relator de investigações que atingiram diretamente Bolsonaro, seus aliados e integrantes de seu governo.

O resultado foi uma situação institucional delicada: o mesmo ministro passou a ocupar posição central na investigação, nas decisões cautelares e no julgamento de processos envolvendo alguns dos principais adversários políticos do grupo investigado.

Isso, por si só, não prova perseguição.

Mas também não elimina a necessidade de questionamentos.

Em uma democracia madura, até decisões juridicamente corretas precisam ser capazes de sobreviver ao escrutínio público.

A Justiça exige transparência absoluta dos investigados, essa mesma transparência precisa valer para as instituições que investigam e julgam. Neste momento quem está no alvo da investigação e no banco dos réus é o próprio ministro da Suprema Corte. Ministros apoiadores de Moares, que deveria se colcoar como isento, no entanto, se mobilizam para tentar blindar o companheiro, numa demonstração explicita de corporativismo judiciário.

Veja Também

Pesquisa Quaest: Flávio tem 42% contra 40% de Lula no 2º turno

Pesquisa Quaest divulgada nesta 2ª feira (14.set.2026) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em intenções de votos no 2º turno das eleições presidenciais de outubro....