Os ataques contra o Irã são um “resultado direto” do que descreveram como “atos de terrorismo internacional” contra “navios inocentes” que transitavam pelo Estreito de Ormuz. “Essa resposta é resultado direto dos atos de terrorismo...
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) senador de preferido do presidente Lula, foi reeleito, na tarde de hoje (1º), presidente do Senado pelos próximos dois anos. A reeleição de Pacheco representa uma vitória do presidente Lula, que terá ao seu lado o apoio necessário para seus projetos socialistas.
O senador Eduardo Girão, em seu discurso como candidato, afirmou que o Senado está “desmoralizado” e atribuiu isso à “sobreposição de um Poder sobre o outro”.
Pacheco nos últimos anos blindou ministros do STF acusados de abusos de poder, e arquivou várias ações de impeachment, e também foi favorável as urnas eletrônicas sem votos impressos (o que provocou descrédito nas eleições e protesto do povo nas ruas).
O senador Rogério Marinho, afirmou a necessidade de combater “o radicalismo e a barbárie” praticado “por quaisquer dos espectros ideológicos do campo político, tanto da direita quanto da esquerda”.
A eleição ocorreu na segunda reunião preparatória desta quarta-feira, dia que marcou a posse dos senadores eleitos em outubro de 2022 e o início do ano legislativo na Casa.
Pacheco derrotou Rogério Marinho (PL-RN) e Eduardo Girão (Podemos-CE). Esse último chegou a discursar como candidato, mas retirou sua candidatura em seguida para apoiar Marinho.

Pacheco venceu por 49 votos contra 32. Não houve votos em branco. O resultado não trouxe grandes surpresas em relação às estimativas prévias. Pacheco tinha apoio da maioria dos partidos da Casa, inclusive o PT, MDB e seu partido, o PSD, duas das maiores bancadas. Do outro lado, Marinho tinha apoio do PL. Há cerca de uma semana, esperava-se uma vitória do senador do PSD por 55 votos, uma margem bem maior do que a obtida. Marinho contava com “traições” para virar o jogo. As traições, senadores que contrariam a orientação de apoio do seu partido, ocorreram, mas não foram suficientes.
Em seu pronunciamento após a recondução ao cargo, Pacheco condenou o que chamou de “polarização tóxica” vigente no Brasil. Atribuiu a ela os atos terroristas na Esplanada dos Ministérios em 8 de janeiro e outros atos terroristas promovido pelo PT em outras épocas, disse que: “não podem e não vão se repetir”.
“Os brasileiros precisam voltar a divergir civilizadamente, precisam reconhecer com absoluta sobriedade quando derrotados e precisam respeitar a autoridade das instituições públicas. Só há ordem se assim o fizerem. Só há patriotismo se assim o fizerem. Só há humanidade se assim o fizerem”, disse presidente reeleito. Em seguida, Pacheco atribuiu à classe política a responsabilidade de combater práticas antidemocráticas.
Pacheco que é da base de apoio do Lula, carrega o mesmo discurso de ódio e procura atrelar aos conservadores seus próprios defeitos: “O discurso de ódio, o discurso mentiroso, o discurso golpista deve ser desestimulado”
Pacheco embora reeleito vai encontrar um colegiado mais conservador que no período anterior, e vai precisar de muito tato para aprovar os projetos do Executivo.
Discursos de campanha
Pacheco em seu discurso destacou a aprovação ou a criação do Auxílio Brasil e a redução do preço dos combustíveis, na verdade apenas acompanhou o que já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados.
Marinho foi o último a discursar foi cauteloso e condenou a depredação dos predios públicos nos de 8 de janeiro em Brasília, mas foi contra o excesso e abuso de poder das autoridades e dos ministros. Afirmou a necessidade de combater “o radicalismo e a barbárie” praticado “por quaisquer dos espectros ideológicos do campo político, tanto da direita quanto da esquerda”. Ele afirmou que o Senado precisa atuar para pacificar o país e indicou que há desequilíbrio entre os Poderes. Também referiu-se a uma crise de credibilidade da Casa com a sociedade, e disse ser seu compromisso a reconexão do Senado com o país.
Apuração dos votos
A reunião foi conduzida pelo vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), uma vez que o presidente da Casa era um dos candidatos. Após discursos dos três candidatos, Pacheco, Marinho e Girão, os senadores foram chamados, um a um, para depositar seus votos na urna localizada na mesa de onde são conduzidos os trabalhos. Os senadores foram chamados por ordem de antiguidade de seus estados. Assim, os primeiros a votarem foram os senadores da Bahia e os últimos de Roraima.
Para vencer, era necessário conquistar 41 votos, mas os senadores também estavam de olho no tamanho da vitória. No entanto, isso não significa que o presidente Lula terá o apoio dos 49 votos que elegeram Pacheco.
Fonte: Agência Brasil Edição: Fábio Massalli
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