Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 10 de outubro de 2022

Vereador sugere queimar o regimento interno que não foi respeitado pela Suprema Corte

A sessão da Câmara Municipal de Curitiba foi tumultuada com o retorno do vereador Renato Freitas (PT), que fora cassado e teve o seu mandato restituído pelo ministro Luiz Roberto Barroso do STF.

Renato usou a tribuna e usou de ironia em seus discursos ensaiado, o que denotou certa provação aos demais vereadores, que há pouco tempo o haviam cassado por decoro parlamentar.

Renato Fretas foi acusado de invadir e perturbar a missa, com atos de protestos político dentro de uma igreja da Ordem, no centro histórica de Curitiba.

A provocação do vereador “descassado” não passou em branco e logo foi respondida por outros vereadores que se utilizaram da tribuna para expressar suas indignações.

O vereador Mauro Ignácio (União), vice-líder do Prefeito Rafael Greca, foi crítico e não poupou o mesmo ao STF e sugeriu: “Vamos queimar nosso regimento interno em praça pública”, referindo-se à decisão do Ministro Luiz Roberto Barroso, que concedeu liminar e tornou sem efeito a decisão democrática e legal, dos vereadores da Câmara Municipal de Curitiba.  

Mauro Inácio, ainda questionou a rapidez com que foi concedida a liminar: “será que o recurso impetrado pelo Presidente Tico Kuzma vai ser julgado antes de dois meses?”.

Segundo o parlamentar, sua preocupação não é com a volta do colega oposicionista à Câmara “mas sim com os milhares de cidadãos que aguardam uma decisão da Suprema Corte, muitos morrem esperando uma resposta” disse Mauro Inácio.

O episódio de invasão do plenário da Câmara em 2017, quando vândalos chegaram a urinar nas dependências do prédio histórico, quando existia liminar proibindo a invasão com previsão de multa aos sindicatos e que até o momento não foi resolvido o ressarcimento aos danos causados pelos invasores, “dois pesos, uma medida” encerrou Mauro.

Foto: Rodrigo Fonseca CMC

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