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O relator Renan Calheiros (MDB-AL) se desentendeu com o senador Jorginho Mello (PL-SC) e a sessão na CPI precisou ser momentaneamente pausada.
Calheiros que é investigado por corrupção em dezenas de processos, fez um comentário maldoso insinuando que o governo Bolsonaro seria “corrupto” devido a recusa de Danilo Trento em fornecer detalhes sobre a Precisa Medicamentos. Senador Jorginho rebateu logo em seguida em defesa do presidente Bolsonaro, e Calheiros não gostou de ser cortado em sua fala a acusatória.
Senador Jorginho mandar Calheiros “aos quintos” e o senador rebater dizendo para Jorginho ir “para os quintos com o presidente e Luciano Hang”, ambos começaram a discutir.
Renan Calheiros, descontrolado xingou Jorginho Mello, o chamando de “vagabundo”. Em contra partida, Jorginho rebateu e chamou Calheiros de “ladrão”. Isso provocou um tumulto, e Calheiros foi para cima de Mello, a confusão só não terminou em pancadaria, porque os senadores tiveram que intervir.
A discussão
Jorginho Mello mandou Calheiros lavar a boca antes de falar de Luciano Hang, um empresário digno.
– Calheiros chamou senador Jorginho de vagabundo.
– Jorginho Mello, não deixou barato, retrucou e chamou Calheiros de vagabundo, picareta e ladrão.
No retorno da sessão, Omar Aziz, que também é investigado em mais de 60 processos de corrupção, tentou apaziguar e fazer com que Calheiros e Jorginho se desculpassem, mas isso não ocorreu. Antes de repassar a palavra para Calheiros, o presidente da comissão pediu para que a briga fosse retirada dos registros oficiais. No entanto, tais atos deveria ficar registrado nos anais do Senado, a desmedida falta de decoro do relator. [grifo nosso]
“Eu peço que seja retirado dos registros tudo que Jorginho e Renan Falaram. A CPI não é de ninguém…”, disse Aziz, e o depoimento foi descaradamente retomado.
OPINIÃO
A CPI realmente é um festival de lambança, muitas ofensas pessoais e agressões por parte das lideranças, e o pior, não está interessada em investigar os casos de corrupção e desvios de recursos públicos da União, que aconteceram nas prefeituras e governos. A cada sessão fica mais evidente, que a CPI da canalhice, foi instituída unicamente para atacar o governo federal, em especial a pessoa do presidente da República.
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