Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 21 de agosto de 2020

A revitalização da PR-280 está no pacote de infraestrutura que será beneficiado pelo empréstimo R$ 1,6 bilhão negociado pelo Estado junto ao Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. As obras na rodovia devem começar ainda este ano.

O governador do Paraná, Ratinho Junior, vai pegar emprestado do Banco do Brasil e Caixa Econômica 1 bilhão e 600 milhões, para recuperação das estradas que foram abandonadas pelos gestores que o antecederam. Porém, tal empréstimo vai deixar o Paraná ainda mais endividado. Sempre nesse período de eleitoral, prefeitos e governador querem fazer média com o povo e lograr vantagem.  

Tudo bem que as rodovias devem ser recuperadas. Mas, a pergunta que não quer calar: com a receita anual de R$50 bilhões do Estado, não sobra R$1,6 para investir em rodovias? Precisar endividar o estado para fazer obras, mostra deficiência administrativa!

OBRAS CUJO VALOR DEVE SER QUESTIONADO- A revitalização da PR-280 prevê 19 quilômetros de terceiras faixas e pavimentação em concreto em trechos críticos, como o do trevo de Palmas a Horizonte, bastante deteriorado. O uso do concreto vai elevar o custo da obra, que pode chegar a R$ 170 milhões, mas, de acordo com Guto Silva, chefe da Casa Civil.

O Custo apresentado pelo chefe da Casa Civil é questionável! A primeira vista o orçamento parece está muito acima de um valor razoável, se comparar com os 3 quilômetros da obra da Linha Verde, que tem orçamento que não chega a R$70 milhões, aonde estão sendo pavimentadas 2 pistas de concretos que somam 6 quilômetros; e mais 6 pistas asfálticas (sendo 2 novas) que somam 18 quilômetros; totalizando 24 quilômetros de pistas.

Em síntese, os três quilometros complementar da obra da Linha Verde, que está sendo concluida pelo prefeito Rafael Greca, tem 24 quilometros de pavimentação, sendo 6 km de pista nova de concreto; 6 km de nova pista asfalticas; e 12 km de restauração asfalticas, além de todas infraestruturas de rede de água, esgoto, gás e iluminação pública, tudo isso pelo custo aproximado de 42% do valor da obra anúnciada pelo governador Ratinho Junio.

FISCALIZAÇÃO

O Ministério Público Federal, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Constas da União, assim como as instituições civis organizadas, devem acompanhar e questionar as planilhas de custo de cada fase da licitação e também durante todo as obras, para evitar devios do dinheiro público e gastos desnecessarios.

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