Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 31 de janeiro de 2022

O documentário conta o caso prefeito de Santo André que foi assassinado em 2002

O assassinato de Celso Daniel, na época prefeito de Santo André (SP) pelo PT, será um tema muito comentado durante as eleições de 2022, pela circustânacia do dos fatos. O episódio retorna a mídia 20 anos depois – Celso foi morto em 18 de janeiro de 2002 (seu corpo foi encontrado no dia 20). A Globoplay lançou uma série documental sobre o crime, até hoje não esclarecido. Os 2 primeiros episódios estrearam na 5ª feira (27.jan.2022).

“O Caso Celso Daniel” foi produzido pelo Produzida pelo Estúdio Escarlatetraz e vai relatar depoimentos de pessoas envolvidas na investigação do crime, até hoje repleto de contradições. Serão 8 episódios de 50 minutos, 2 por semana.

O Caso Celso Daniel remonta denúncias de conspiração e corrupção, cujo rumores de envolvimento do próprio Partido dos Trabalhadores inclussive com acusações que recai sobre ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula aparece nas imagens do seriado, mesmo assim, não quiz dar entrevista, apesar de fazer parte do contexto. A produção deixa claro que o procurou para falar sobre o caso.

Celso Daniel era um dos principais líderes da região do ABC paulista. Foi prefeito de Santo André de 1989 a 1993, e depois deputado federal por São Paulo de 1995 a 1997. Em 1997, voltou ao comando da prefeitura da cidade natal.

Ele foi sequestrado em 18 de janeiro de 2002, depois de jantar em um restaurante no centro de São Paulo, com o empresário Sérgio Gomes da Silva (1954-2016). A polícia encontrou o corpo do político com vários tiros, somente 2 dias depois em uma estrada rural de Juquitiba, na região metropolitana da capital palista.

Celso era respeitada dentro do Partido dos Trabalhadores, e provavelmente teria sido morto ao descobrir e tentar impedir a cobrança de propinas. Promotores disseram à época que os desvios abasteciam o “caixa 2” do partido. A polícia, porém, de forma controvérsia diz que o político foi vítima de um “crime comum”. A pergunta que não quer calar: Quem está por trás desta trama?

As pessoas relatadas nos episódios, foram procuradas e optaram por não fornecer informações nem ter envolvimento com esta série audiovisual. Outras pessoas mesmo não gravando entrevista, colaboraram com a série.

Entre eles estão o ex-presidente nacional do PT, José Dirceu, e Gilberto Carvalho, ex-ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência (2011-2015) no governo de Dilma Rousseff (2011-2016) e ex-secretário de comunicação de Santo André.

Entre outros depoentes têm o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) e o ex-senador Eduardo Suplicy. Há, ainda, gravações da campanha de 2002, reportagens e animações para ilustrar os relatos.

Fonte: Poder 360

Veja Também