Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 4 de novembro de 2019

Depois de uma semana atribulada pelas falsas acusações, o Presidente Jair Bolsonaro terá uma nova semana com oportunidade de prosseguir com sua agenda econômica .

Embora a mídia deva trazer novas repercussões sobre a atrapalhadíssima investigação do caso da vereadora Mariele Franco e seu motorista Anderson Gomes.

Bolsonaro deverá dar menos atenção para esse caso e focar no seu governo, deixar que seu secretário de crise trate desses assuntos especulativos, que tem por finalidade desestabilizar o governo. Afinal já foram constatados que os autores e mandantes do crime eram gente ligada a esquerda, o resto é especulação maldosa para conturbar e confundir a opinião pública.

O pacote Guedes vai ser a transformação do Estado, que deve ser moldado para melhor servir a uma ordem democrática, disse o ministro da Economia.

Inicialmente, o pacote que contém cinco medidas econômicas seria publicado na quarta-feira passada, mas a ausência de Bolsonaro, que estava no Oriente médio, fez com que o governo adiasse o anúncio. Outras medidas para estimular o emprego, coordenadas pela secretaria de Previdência e Trabalho, subordinada à pasta, ainda podem ser apresentadas nesta semana.

A divisão dos recursos do pré-sal entre Estados e municípios será um dos principais pontos do pacote que será apresentado por Guedes. “A proposta vai criar um novo volume de partilha. A partir de agora, cada um cuida de si”, disse o líder do governo no Senado, Bezerra Coelho (MDB-PE). “Vamos caminhar com desvinculação, desindexação, desobrigação, a criação do Conselho Fiscal da República para o Judiciário não estar tomando decisões que levem a um desequilíbrio fiscal”, completou. 

Outros pontos do pacote de Guedes, como a PEC emergencial para cortar gastos obrigatórios e a reforma administrativa, devem ficar para depois. À Folha, Guedes reconheceu que seu pacote é amplo, e que diferentes projetos devem caminhar em diferentes ritmos. Apesar de as propostas estarem praticamente concluídas, o governo também tenta costurar um acordo com o Congresso para a forma como as medidas serão apresentadas. “Dá para esperar 4 anos de um liberal-democrata após 30 de centro-esquerda?”, questionou.

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