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Patrimônio da Unesco, cidade do Porto possui paisagens encantadoras ao longo do Rio Douro um convite para um roteiro de poucos dias que foge do óbvio
Estar no Porto é entender porque a cidade portuária no noroeste de Portugal é um dos Patrimônios Mundiais da Unesco: andar pelas ruas e vielas de seu centro histórico é como viajar no tempo e contemplar uma carga pulsante de história, cultura e boa gastronomia – esta última regada a muito vinho do Porto, claro.
Com um povo acolhedor e paisagens encantadoras que vão desde construções históricas e pontes ilustres no Rio Douro até a praia, Porto é a segunda maior cidade de Portugal.
Apelidada de “Invicta” pelo seu passado de resistência, é ideal para ser descoberta a pé, já que, além de agradável e segura, nada fica muito longe em seu centro – bastam caminhadas de poucos minutos para acessar lojas, restaurantes e atrações históricas.
O transporte público é eficiente e liga os principais pontos da região, incluindo Vila Nova de Gaia e Matosinhos, cidades da área metropolitana do Porto – os aplicativos de transporte funcionam bem. Além disso, outro ponto é crucial: a facilidade da língua ajuda (e muito) na locomoção e conexão dos brasileiros em Portugal.
Um dos destinos mais procurados por nós no país lusófono, Porto é possível de ser explorada com um roteiro de três dias, que incluem seu centro histórico, descobertas pela ribeira e nas caves em Vila Nova de Gaia, e ainda todo o entorno da Praia de Matosinhos.
Vale ressaltar que é necessário apresentar esquema vacinal completo, teste negativo antígieno ou PCR de Covid-19 e preencher um formulário de saúde português antes de embarcar. Com passaporte em mãos, siga estas sugestões e desfrute o essencial do Porto:
1. Centro Histórico
Vagar pelas ruas do centro do Porto e “perder-se” entre seus prédios e construções históricas é uma das melhores maneiras de conhecer a cidade. Tudo nesta área pode ser feito a pé, já que cada esquina apresenta igrejas, museus, restaurantes, lojas e outros vários pontos importantes tanto para a cidade quanto para Portugal.
Talvez uma das melhores maneiras de começar a andança pelo centro seja a partir da Ponte D. Luís I, o cartão-postal do Porto. Construída no final do século 19, a ponte metálica de quase 400 metros de extensão liga Porto a Vila Nova de Gaia a cerca de 45 metros acima do Rio Douro. Atravessá-la é sinônimo de lindas fotos e de um passeio agradável tanto de dia quanto de noite, quando as luzes são acesas e os vagões do metrô continuam passando do lado dos pedestres.
Para o lado do Porto, em linha reta logo avista-se a Sé, igreja que data do século 12, uma das mais antigas construções de todo o país. Misturando os estilos românico, gótico e barroco, foi construído na parte alta da cidade e é considerado o mais importante edifício religioso do Porto.
Da Sé, siga reto até a Estação São Bento, centro de uma série de linhas de comboios (os trens para nós brasileiros). Seu interior chama a atenção pela rebuscada azulejaria portuguesa azul e branca que percorre do chão ao teto contando a história de Portugal.
Saindo dali, pode-se seguir para a Avenida dos Aliados, o mais importante logradouro e a demarcação do centro do Porto, onde prédios do governo e monumentos garantem boas fotos. A alguns passos do início da avenida fica a rua dos Clérigos, de onde já é possível avistar a imponente Torre dos Clérigos. Com 75 metros de altura e 225 degraus, o topo da torre do século 18 e de características barrocas possui vistas privilegiadas da cidade. Para subir, paga-se uma taxa de 6 euros – que garante ainda a entrada para o Museu dos Clérigos.
Logo acima da Torre, na rua das Carmelitas, fica a Livraria Lello, outro ponto superconhecido e imperdível da cidade. A fachada em estilo neogótico guarda um interior com escadarias vermelhas, muitos detalhes em madeira e vitrais no teto. Parece ter saído dos filmes de “Harry Potter” – de fato, dizia-se que J.K Rowling se inspirou na livraria para escrever os livros da saga, mas tudo não passava de boato. Fato é que se paga 5 euros para adentrar a livraria, valor que pode ser revertido para a compra de algum livro.
Seguindo a caminhada chega-se à Fonte dos Leões, que fica bem em frente à Universidade do Porto de um lado e da Igreja do Carmo do outro. A igreja é marcada por típicos azulejos portugueses e o interessante é que há outra construção religiosa quase que colada nela, a Igreja dos Carmelitas: a única coisa que as separa é uma casa estreita, uma das menores de toda a Europa.
Entre as atrações, vale a pena parar num restaurante tradicional e comer a famosa francesinha, iguaria portuense que pode ser apreciada na Cervejaria Brasão, com unidades espalhadas pelo centro. Outra receita local, o pastel de nata pode ser uma boa sobremesa ou doce do café da tarde – experimente o da Manteigaria.
Mais para o fim da tarde, aposte na Via Santa Catarina, grande rua que reúne boas lojas de departamento e de souvenirs, sendo um bom ponto para passeios e compras. Bem próximo da via fica o Mercado do Bolhão – atualmente em reforma -, mercado mais emblemático do Porto que vende produtos frescos locais e ainda serve comidinhas típicas.
Por fim, a sugestão é terminar a noite na rua Galeria de Paris, um dos locais que concentram a vida noturna do Porto. Aqui há vários restaurantes descontraídos, bares, muitos deles com espaço para dançar, e baladas.
2. Caves, ribeira, museus e restaurantes em Gaia
Basta atravessar o Douro para estar em Vila Nova de Gaia, cidade que, além de vistas fenomenais para o Porto, reúne bons pontos para comer e tirar fotos à beira-rio, assim como caves antigas de vinho e um novo complexo cultural com museus, restaurantes e escola de vinho.
Atravessando a Ponte D. Luís I já se avista o impactante Mosteiro da Serra do Pilar, que ganha contornos ainda mais encantadores à noite, quando luzes amarelas são acesas ao redor. Construído a partir de 1538, é Patrimônio Mundial da Unesco e possui vistas espetaculares para a cidade e a ponte. Sua igreja em formato circular é bela e a área do entorno funciona como um espaço cultural, religioso e militar, em que é cobrada uma pequena taxa entre 2 e 3 euros para entrada.
Descendo as ruas e ladeiras chega-se à ribeira, local adorável para contemplar as vistas para o Porto e ideal para tirar fotos com a Ponte D. Luís I ao fundo. Por aqui, restaurantes, lojinhas e gramados à beira-rio são perfeitos para um passeio sem pressa, em que as pequenas embarcações atracadas nos cais completam o charme.
Experimente entrar no Mercado Municipal Beira-Rio, cuja história remete ao final do século 19 e que hoje possui restaurantes e comércios bem tradicionais, como os de embutidos, doces típicos, legumes, verduras e frutas. A construção de fachada rosada possui bancas que já estão na quarta geração familiar e há até um botequim brasileiro que serve pão de queijo, coxinhas, mandioca e feijoada – uma boa ideia caso bata a saudade.
1 de 12Mosteiro da Serra do Pilar à noite vista a partir do topo da Ponte D. Luís ICrédito: Saulo Tafarelo
2 de 12Ribeira do Rio Douro do lado de Vila Nova de Gaia, que possui gramados e pequenas embarcações na águaCrédito: Saulo Tafarelo
3 de 12Ribeira do lado de Vila Nova de Gaia garante lindas vistas do Porto e possui ainda lojas e restaurantes à beira do rioCrédito: Saulo Tafarelo
4 de 12Fachada rosada do Mercado Beira-RioCrédito: Saulo Tafarelo
5 de 12Interior do Mercado Beira-Rio, que possui bancas que passam de geração em geração e quiosques de comidas tradicionaisCrédito: Saulo Tafarelo
6 de 12Praça principal do WOW – World of Wine, complexo de museus, restaurantes, lojas e até escola de vinhoCrédito: Saulo Tafarelo
7 de 12WOW Porto foi inaugurado recentemente, em 2020, e traz boas novidades culturais para a regiãoCrédito: Saulo Tafarelo
8 de 12Wine Experience é um museu interativo e temático voltado ao mundo do vinho, não somente o do PortoCrédito: Saulo Tafarelo
9 de 12Museu explica todo o processo do vinho, desde as condições mais favoráveis para crescimento das uvas até nossas percepções degustativas com a bebida no copoCrédito: Divulgação
10 de 12Praça do WOW, local de uso comum que possui uma das mais fotogênicas vistas para PortoCrédito: Divulgação
11 de 12Entrada da cave da Taylor’s, uma das mais importantes marcas de vinho do PortoCrédito: Saulo Tafarelo
12 de 12Barris com vinhos do Porto da Taylor’s amadurecem na cave da empresa em Vila Nova de Gaia, onde é possível fazer um áudio-tourCrédito: Saulo Tafarelo
Por fim, suba algumas cativantes vielas e chegue no WOW – World of Wine, complexo em que opções culturais e gastronômicas não faltam. Inaugurado em meados de 2020, o WOW Porto possui 55 mil metros quadrados com sete museus interativos e temáticos, 12 restaurantes e bares, escola de vinho, fábrica de chocolate, lojas temáticas e espaços para eventos.
O interessante é que todos os espaços ocupados eram antigas caves de vinho do Porto, que foram remodeladas para criar o “quarteirão cultural”. Para os amantes de vinho, não deixe de ir à Wine Experience, museu que conta a história e todo o processo de se fazer vinhos – não apenas os do Porto. Falando deles, vale também a visita às caves da Taylor’s, logo ao lado, na Rua do Choupelo, uma das mais conhecidas e celebradas marcas de vinho do Porto. Por 15 euros é possível fazer o áudio-tour individual e degustar dois vinhos da marca.
Assim, dedique boa parte do dia para conhecer o local e seus atrativos. A entrada e a circulação no complexo é gratuita, mas os museus, experiências, atividades na escola e eventos têm entrada paga. A moderna praça principal, num terreno alto, é perfeito como ponto de encontro, de descanso e ainda para apreciar uma gastronomia apurada. E, mais uma vez, prepare a câmera: é uma das melhores vistas para as casas típicas, o rio e o centro histórico do Porto.
Vinícolas que valem ser incluídas no roteiro:
A Herdade do Esporão é pioneira no trabalho de enoturismo no país, é possível visitar as vinhas, adegas e caves, conhecer os detalhes de produção da bebida e do azeite da marca, além de fazer passeios a pé, de bicicleta ou jipe. As visitas à simbólica Torre do Esporão, à Capela de Nossa Senhora dos Remédios e ao Arco do Esporão, datadas dos séculos XV e XVI, são obrigatórias. Com quase 35 mil visitantes por ano, a propriedade foi repaginada. Além de ter os ambientes ampliados, incluindo os três novos jardins que interligam vinhas e adegas, o local ainda ganhou um espaço de degustação e um charmoso wine bar. No restaurante, três chefs fazem um trabalho colaborativo na criação de um menu sazonal.
CARTUXA
Sediada na Quinta de Valbom, a dois quilômetros do centro histórico de Évora, está a antiga casa de repouso dos jesuítas que lecionavam na Universidade de Évora nos séculos XVI e XVII. Em 1759, eles foram expulsos por ordem do Marquês de Pombal, e a propriedade passou a pertencer ao Estado – que a transformou em um lagar de vinho. No século XIX, foi comprada pela família Eugénio de Almeida e, hoje, a Adega Cartuxa é referência do vinho alentejano para o mundo com rótulos como o icônico Pêra-Manca. Aqui, o visitante revive toda a história da marca e pode provar vinhos e azeites da Fundação.
ADEGA CARTUXA
Quinta de Valbom, Estrada da Soeira 7005-003 Évora – Portugal (+351) 266 748 300
(+351) 266 705 149
Onde comer?

No concorrido Fialho, eleito algumas vezes como o melhor restaurante de Portugal, há necessidade de agendar com antecedência para conseguir uma mesa. É famoso pelos petiscos de entrada, entre eles os aspargos com ovos, cogumelos, salada de polvo, queijos e bolinhos de bacalhau, montando uma mesa farta, bem típico da região. Guarde espaço para o protagonista: o bacalhau dourado. São tenras lascas do peixe fresco com fios de batata, ovo mexido, muito azeite e harmonizado com bons rótulos nacionais.
NoTasquinha do Oliveira, um clássico e – muito – concorrido restaurante em Évora. A sala faz jus ao nome no diminutivo, pois, somente 15 clientes se sentam por vez, que provavelmente lutaram para conseguir uma reserva na casa do Sr. Manuel, proprietário que atende com muita eficiência e humor peculiar. No menu são tantas opções que é difícil escolher: a patanesca de bacalhau, o caranguejo fresco ou o cordeiro à milanesa conquistam qualquer paladar. Tudo acompanhado com o vinho da casa, é claro.
Dentro do luxuoso hotel L’and Vineyards, em Montemor-o-Novo, o L’and Restaurantebusca uma nova cultura gastronômica portuguesa, integrando a ela algumas experiências e ingredientes orientais. Encabeçada pelo chef Nuno Amaral, a cozinha prioriza itens provenientes da agricultura biológica de produtores locais. Com dois menus-degustação disponíveis, cada prato tem um vinho perfeitamente pareado pelo sommelier.
Eu sei que não devo dizer isso, mas o terceiro episódio é a menina dos meus olhos. Todos os destinos, dos quatro programas, são formidáveis. Mas, visitar a terra onde são cultivadas milhares de árvores e descobrir que a rolha vem da casca de uma delas, é genial. E mais impressionante ainda é imaginar que somente após 25 anos você consegue fazer a primeira retirada da casca. E, pasmem, essa primeira pele não serve para a rolha. Você precisa esperar mais dois ciclos de 9 anos para conseguir a cortiça perfeita. É de ficar boquiaberto.
Por falar em perfeita, quem assiste ou está maratonando nossa série já percebeu que perfeita é a melhor definição para a natureza que envolve o “fazer o vinho”. Somente em Portugal são mais de 300 espécies da fruta, que precisam de uma colheita no tempo exato para render um vinho perfeito. A época da colheita é chamada de vindima.
Você vai conhecer o local em que dezenas de barris de vinho descansam ao som de canto gregoriano. É um empresa chamada José Maria da Foseca, na grande Lisboa, em Setúbal. Eles produzem o famoso Perequita, bem comum em supermercados brasileiros, mas um outro rótulo fez meu queixo cair: o Moscatel de Setubal. Havia um convento bem ao lado de onde esses barris repousam. O canto gregoriano nao existe mais, mas, para manter o mesmo astral (que nao tem nada a ver com ciencia, mas traz um charme danado) o local tem caixas de som com canto gregoriano, penumbra, iluminação toda misteriosa. É demais.
Tudo o que eu contei já é formidável não é? É, e tem mais! Neste episódio, você vai ver que até areia da praia pode ser usada para cultivar uva. E que, na hora de tomar, vem junto um gostinho salgado. Adianto que o branco me encantou, já o tinto me causou alguma estranheza.
Também vamos te mostrar vinho sem álcool, paineis solares para sustentar energia de adegas (lembra que adega, para os portugueses, é onde voce produz o vinho? No Brasil, o que chamamos de adega, para eles é chamado de garrafeira) e um shampoo em barra feito com semente da uva. Por isso que eu disse: esse episódio está demais!
Se quiser e puder conhecer os nossos destinos, guarde os endereços. e, depois, me conta o que achou? Aí estão eles:
LxFactory
É aqui que encontramos o shampoo em barra feito através da semente da uva. A lojinha se chama More Than Wine e fica dentro de um lugar mega descolado chamado LX Factory. É um complexo industrial fundado lá em 1846. Hoje, desativado, abriga várias lojinhas, incluindo um restaurante com máquinas de impressão em tecido. Explico: no local, as máquinas fazem as vezes das paredes. Só visitando para entender! Sobre a More Than Wine, a loja vende desde azulejos portugueses, mousse com sabor de uvas, garrafas de vinho até um famoso licor chamado Ginja. Ginjinha, para os portugueses.
Endereço: Rua Rodrigues de Faria, 103, 1300-501, Lisboa
Contato: lxfactory@insulacapital.pt
@lxfactory/
José Maria da Fonseca
Esse lugar é praticamente um evento. É aqui que tem os barris descansando em uma penumbra e ao som de canto gregoriano para guardar um dos tesouros da casa: o Mostacel de Setubal. Eles também produzem vinho vegano (sem usar no processo, por exemplo, gelatina – que é de origem animal) e o vinho sem álcool. Sugiro a degustação, pois não tem gosto de suco, o sabor é diferente, e é bem interessante. Essa degustacao fica na loja da adega, onde também vendem o famoso periquita – tão comum nos mercados brasileiros. Eu conversei com quem faz parte da sétima geração da família (comecou em 1834!), e me contaram que Periquita é o nome da uva usada neste rótulo. Um segredo: tive de comprar e trazer para o Brasil o Moscatel de Setubal Roxo. Minha nossa, o meu paladar achou dos deuses.
Endereço: Quinta da Bassaqueira, Estrada Nacional, 10, 2925-511, Vila Nogueira De Azeitão, Setúbal
Contato: info@jmf.pt / +351 212 197 500
@josemariadafonsecavinhos

Companhia das Lezírias
É uma área gi-gan-tes-ca. Produzem vinho, mas também tem plantação de azeitonas, arroz, pecuária e um parque com o maior número de espécies de pássaros e áves de toda Portugal – incluindo milhares de flamingos. A área fica do ladinho do rio Tejo, aquele que também banha a capital Lisboa – a uma hora do local. Aqui eles cultivam os sobreiros, a árvore que dá origem à cortiça – a casca da árvore. Essa pele, além de render as rolhas que conhecemos, também é utilizada na construção civil e no mundo da moda, em calçados e acessórios. São mais de 6 mil árvores. Os portugueses são os maiores produtores de cortiça do planeta.
Endereço: Largo 25 de Abril, 17, 2135-318, Samora Correia
Contato: lezirias@cl.pt / +351 263 650 600
@companhiadaslezirias
Adega Viúva Gomes
Imagine produzir vinho com a uva da praia. A Viúva Gomes está na região litoranea de Portugal, e usa a area no cultivo da uva. Uma raiz nao sobrevive só de areia da praia, ela precisa de profundidade para encontrar nutrientes, mas boa parte dela está sustentada pela areia. E, além dessa areia, o ambiente marinho modifica o terroir da bebida – e você sente o gosto salgadinho na hora! Essa produção se destacou mundialmente no fim do século 19, quando uma praga acabou com quase toda produção de uvas europeia. Eu disse “quase”, porque apenas as plantas de Colares resistiram, por causa da profundidade das raízes. No episódio a gente explica tudo isso.
A adega é de 1808, e você pode comprar um pacote que dá direito a quatro degustaçoes – incluindo o vinho praiano. indico provares o branco.
Endereço: Largo Comendador Gomes da Silva, 2 e 3, 2705-041, Colares
Contato: info@adegaviuvagomes.com / + 351 219 290 903
@viuvagomes
By the Wine
É um bar bem descolado e moderno que respira vinho. Para você ter uma ideia, o teto é todo forrado de garrafas. Para quem gosta de tirar fotos descoladas, o cenário é perfeito. Provei um branco bem saboroso, mas a carta vai bem além disso. Eles têm um balcão, para aquelas visitinhas rápidas e também mesas – para quem quer aproveitar o momento e provar algo do cardápio, que tem comidas típicas portuguesas e misturas contemporâneas. De fora, nem parece um bar. Ao abrires a porta, começa a surpresa. Quem me levou ao foi um dos maiores comediantes de Portugal, o Salvador Martinha. Gargalhei. E ainda acompanhada de vinho.
Endereço: Rua das Flores, 41-43, 1200-193, Lisboa
Contato: bythewine@bythewine.pt / +351 213 420 319
@bythewinelisboa
3. Praia de Matosinhos e Foz do Douro
Menos óbvio que o centro histórico e as andanças por Vila Nova de Gaia, a Praia de Matosinhos é um ótimo passeio para conhecer as redondezas do Porto. Refúgio dos portuenses em dias mais quentes e dos turistas interessados em conhecer novos cantos, a praia fica no máximo entre 30 e 40 minutos do centro do Porto através de transporte público – uma das melhores maneiras de se chegar pelas redondezas, seja pelo metrô ou com os autocarros (os ônibus para nós brasileiros).
Limpo, eficiente e sem catracas, o metrô é cobrado pela quantidade de zonas até a parada final do passageiro – duas zonas começam a partir de 1,25 euro. O mesmo ocorre com os ônibus, em que o bilhete pode ser comprado diretamente com o motorista. Uma boa maneira de começar a aventura é pegar o metrô na estação central de Trindade com destino à estação Matosinhos Sul, na linha A – são cerca de três zonas para compra dos bilhetes, ou 1,60 euro.
Uma vez na estação, basta descer alguns metros pela avenida principal e logo chega-se à praia. O grande calçadão e a larga faixa de areia garantem charme e beleza ao lugar, assim como é possível avistar de longe o design arrojado contemporâneo do terminal de cruzeiro do Porto de Leixões.
Na areia, é comum ver adeptos do surf, windsurf e esportes como beach tennis e vôlei. Nadar por ali pode não ser a melhor dica, já que as águas do Atlântico são geladas, mas não se preocupe: é uma delícia passar um tempo pela manhã nos gramados em dias mais calmos e com tempo aberto.
Restaurantes quase pé na areia servem frutos do mar e comidas típicas, ideais para o almoço, assim como praças garantem áreas verdes e bonitas vistas para o mar. Para baratear os custos e ter um passatempo ao lado de amigos e familiares, vale até comprar uma garrafa de vinho ou ainda uma lata de cerveja e snacks para degustar no muro do calçadão próximo a areia enquanto contempla-se as ondas. Aos mais antenados, dica: há wi-fi gratuito de alta velocidade em toda a praia.
1 de 5Grande calçadão, mureta e longa faixa de areia conferem certo charme à Praia de MatosinhosCrédito: Saulo Tafarelo
2 de 5Muito frequentada por surfistas e esportistas, Praia de Matosinhos é bem servida de restaurantes pé na areia e opções de lazerCrédito: Saulo Tafarelo
- Grandes gramados e praças são comuns ao longo da beira da praiaCrédito: Saulo Tafarelo
4 de 5Foz do Rio Douro, para o lado da cidade do Porto, é repleto de bares, quiosques e calçadões com gramados bons para caminhadas e descansosCrédito: Saulo Tafarelo
- Pôr do sol na Foz do Douro é um dos mais bonitos do Porto, um jeito agradável de terminar o dia na cidadeCrédito: Saulo Tafarelo
Falando em comida, o Mercado Municipal de Matosinhos é boa pedida quando o assunto é conhecer mais da vida local. Não muito longe da praia e com um design arrojado perto do Porto de Leixões, o mercado existe desde a primeira metade do século 20 e privilegia a venda de produtos frescos, sobretudo os peixes no primeiro andar e legumes e verduras no piso superior.
Por fim, a sugestão é pegar um ônibus de volta em direção ao centro do Porto – há vários pontos à beira da praia – e terminar o dia na Foz do Rio Douro, onde suas águas encontram o Atlântico. Esta zona da ribeira está repleta de barzinhos convidativos, restaurantes que servem comidas tradicionais – como bacalhau e a francesinha -, além de quiosques e grandes jardins que mais parecem parques urbanos a céu aberto.
É aqui que as cores do céu vão ganhando contornos únicos enquanto o sol amarelo-vermelho beija as águas do Atlântico anunciando a chegada da noite. Com o charme de pequenas embarcações e o ritmo calmo que se segue em terra, é definitivamente um pôr do sol de ficar na memória.
Guia Portugal: onde ficar na cidade do Porto
Procurando onde se hospedar no Porto? Veja nossas dicas09/01/2021 às 17:18 | Atualizado 01/03/2021 às 14:36Compartilhe:
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Onde se hospedar na cidade do Porto? Confira os quatro melhores hotéis da região
Le Monumental Palace
O mais antigo e famoso café do Porto, de 1930, dá vida ao Le Monumental Palace, no coração da cidade. Um hotel que guarda resquícios do passado e traz modernidade aos seus quartos e suítes. Espere por uma estadia repleta de história e com total comodidade, com spa, piscina indoor – toda em mármore – e restaurante que valoriza os ingredientes portugueses.
Avenida dos Aliados, 151 – Porto / Tel.: +351 22 766 2410
Vila Foz

Localizado à beira-mar, o Vila Foz fica em um lindo edifício do século XIX, porém seus quartos são modernos, com decoração que contrasta elegantemente com o ar real do prédio. Seu spa é um verdadeiro refúgio com vista para o mar. Suas salas de terapia e banho, com sauna turca, piscina coberta e sauna são um convite ao relaxamento. O lindo jardim que cerca o hotel oferece uma vista deslumbrante do pôr do sol. Não deixe de sentar no bar e pedir as ostras frescas com champanhe. Imperdível!
Avenida Montevideu, 236 – Porto / Tel.: +351 222 449 700
O The Yeatman, próximo ao Rio Douro e ao centro histórico do Porto, é um hotel que une paixão vínica e hospitaleira. Seu restaurante é detentor de duas estrelas Michelin e sua adega é uma das maiores do mundo, com reconhecimento internacional. Combine sua estadia com um jantar harmonizado e tenha uma noite memorável.
Rua do Choupelo, 4400-088 – Porto / Tel.: +351 22 013 3100
InterContinental – Palácio das Cardosas
O InterContinental Porto – Palácio das Cardosas é um símbolo de herança e autenticidade no coração da cidade. Em um palácio do século XVIII, oferece vista privilegiada para a imponente Avenida dos Aliados e fácil acesso para os principais pontos.
Praça da Liberdade 25, 4000-322 – Porto / Tel.: +351 22 003 5600
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