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Em outubro de 2023 o Greenpeace Brasil lançou um abaixo-assinado para pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governo federal a declarar a Amazônia como uma zona livre de petróleo, impedindo o avanço da atividade na região.
“Estamos chamando o presidente Lula e o governo federal para um posicionamento compatível com o desafio climático que o mundo enfrenta hoje, e para que transformem discursos em ações reais”, reitera Enrico Marone, porta-voz da frente de Oceanos do Greenpeace Brasil.
“Para fortalecer o protagonismo do Brasil no combate à crise climática, reduzir o desmatamento não basta: é preciso impedir o avanço do petróleo na Amazônia” disse Marone.

POR QUE GREENPEACE MUDOU DE IDEIA?
247 – A Petrobras afirmou, em nota emitida nesta terça-feira (4), que um recente estudo comprova a viabilidade ambiental da exploração de petróleo em águas profundas do litoral do Amapá. Conforme as modelagens, na remota possibilidade de um vazamento de petróleo, a contaminação não iria em direção ao litoral brasileiro, e sim para áreas oceânicas internacionais.
O estudo mais recente foi conduzido pela ONG Greenpeace e pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), e tinha o objetivo de mapear as correntes marítimas na região. A pesquisa confirma resultados de outra modelagem realizada pela Petrobras.
Em relação às boias do Greenpeace que alcançaram o litoral amapaense, a Petrobras afirma que elas foram lançadas de uma região onde a estatal não irá operar, próxima à zona costeira. Além disso, a companhia afirmou que a possibilidade de vazamento é “remotíssima”. Leia a íntegra da nota:
O estudo conduzido pela Greenpeace e pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) confirmou os resultados dos estudos de modelagem de dispersão de óleo realizados em 2015 e 2022 pela empresa especializada Pró Oceano, contratada pela Petrobras.
As modelagens foram realizadas como parte do processo de licenciamento ambiental do bloco FZA-M-59, localizado em águas profundas do litoral do Amapá, a cerca de 500 km de distância do foz do rio Amazonas, com base em termo de referência emitido pelo Ibama. Nessa região, tanto as modelagens encomendadas pela Petrobras quanto o estudo realizado pelo Greenpeace e pela Iepa indicaram que, em caso de vazamento, o comportamento de deriva do óleo é no sentido contrário do litoral brasileiro, para áreas oceânicas internacionais.
Além dos da Petrobras e do Greenpeace, outros dois levantamentos, realizados pelo Global Difter Program (GDP) e no Projeto Costa Norte (Enauta), já haviam apresentado resultados similares para o comportamento das correntes da região.
Os derivadores (boias que simulam a movimentação do óleo) do Greenpeace que alcançaram a costa do Amapá foram lançados próximos à zona costeira e em águas rasas da bacia. A Petrobras não pretende operar nesse faixa marítima e, portanto, esses resultados não são representativos de um cenário acidental na área do bloco onde haverá perfuração.
O cenário de vazamento de óleo é uma possibilidade remotíssima, considerando os sistemas preventivos e de segurança operacional de última geração utilizados pela Petrobras. A companhia opera no litoral brasileiro há décadas, sem qualquer registro de acidentes com vazamento na perfuração de poços.
A Petrobras é referência na exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultra profundas. A empresa possui um plano de resposta a emergência de referência mundial, contando com equipamentos de última geração e equipes bem treinadas e altamente qualificadas para atuar na contenção e no recolhimento do óleo de um eventual vazamento. Fonte: 247 Brasil – Margem Equatorial (Foto: Reprodução)
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