Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 27 de janeiro de 2022

Ator criticou o estúdio por refazer “história retrógrada”, que reforçaria esteriótipos sobre o nanismo; relembre outras polêmicas envolvendo filmes em live action

Os comentários de Peter Dinklage sobre a versão live action de “A Branca de Neve e os Sete Anões” têm rendido polêmica nesta semana. Na vardade o filme Branca de Neve retrata uma história criativa, romance agua com açucar, com personagens ficticios de um grupo de anães trabalhadores, bom caráter, que viviam numa florestesta.

A história é fantasiosa, romantica, que aborda questões sociais e política da época , onde o bem vence o mal. Hoje, com as teorias socialista que divide a sociedade por raças, credos, cor, sexo.. tudo é ofensa ou pejorativo nesta conspiração que coloca uns contra os outros.

Na última terça-feira (25), o ator, mais conhecido por seu papel em “Game of Thrones”, se manifestou sobre o anúncio do filme em entrevista ao podcast “WTF with Marc Marcon”.

A proposta de refazer a animação de 1937 com atores em carne e osso, hoje, incomodou o ator britânico. “Deem um passo para trás e olhem o que vocês estão fazendo. Não faz sentido para mim. Vocês são progressistas por um lado, mas, por outro, ainda estão contando essa história retrógrada sobre sete anões morando juntos numa caverna?”, comentou, fazendo referência à escalação da atriz latina Rachel Zegler como a Branca de Neve.

“O que vocês estão fazendo? Eu não fiz o bastante para avançar na causa, a partir do meu lugar? Acho que não estou fazendo barulho o suficiente”, completou Dinklage. A bandeira em de uma causa é válida, no entano, há um clássico literário que não se pode eliminar da história da humanidade, nem tão pouco destruir pelo fato que se descobriu que os anães da ficção tinha uma sindrome.

O ator britânico é portador de acondroplasia, uma forma de nanismo, e ficou famoso por defender a causa e chamar atenção à condição em papéis como Tyrion, de “Game of Thrones”. Seu novo filme “Cyrano”, adapta a clássica peça francesa, transformado o poeta em uma pessoa com nanismo – e Dinklage é cotado para o Oscar pela interpretação.

O preconceito está dentro das pessoas que não se aceitam, e muitos casos superdimensionam o problema para si mesmo. No entanto, é válido que a questão seja abordada para reduzir o preconceito e o sofrimento das pessoas.

Por isso, os comentários repercutiram e a Disney resolveu se manifestar. Em comunicado oficial aos portais de notícias, o estúdio afirmou ter ciência dos aspectos problemáticos da obra. “Para evitar reforçar esteriótipos da animação original, estamos propondo uma outra abordagem para esses sete personagens, com consultas a membros da comunidade de nanismo”, afirma a nota.

Desde 2014, com “Maléfica”, a Disney tem apostado cada vez mais em refazer seus clássicos de animação em versões live action. Porém, as adaptações têm causado polêmicas frequentes.

Em 2019, “Dumbo” cortou de seu roteiro os personagens dos corvos que acompanhavam o circo no filme original, considerados caricaturas racistas.

Já em 2020, “Mulan” recebeu críticas pela sua abordagem da cultura chinesa.

O novo “A Branca de Neve e os Sete Anões” ainda não possui data de estreia, mas é esperado para 2023. Além de Rachel Zegler como a personagem principal, Gal Gadot (“Mulher-Maravilha”) foi anunciada como a Rainha Má. A direção fica a cargo de Marc Webb (“500 Dias com Ela” e “O Espetacular Homem-Aranha”).

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