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Maquiladoras do Paraguai já tiram 25.000 empregos do Brasil Encargos para o empregador são menores, e o paraguaio trabalha 4 horas semanais a mais que o brasileiro.
As maquiladoras do Paraguai são empress que operam sob um regime especial de industrialização criado em 1997. Elas importam matérias-primas e componentes para serem montados ou processados no país, com o produto final destinado quase exclusivamente à exportação.
Empresas brasileiras no Paraguai sob a Lei de Maquila já tiraram cerca de 25.000 empregos do Brasil. As maquiladoras seguem uma norma legal que permite a companhias estrangeiras voltadas para a exportação produzirem no país vizinho pagando menos impostos.
Vale lembrar que, o custo de vida no país vizinho é muito menor que o brasileiro, e a carga tributária média é de 14% contra quase 50% no Brasil.

A estimativa de postos de trabalho abertos no país vizinho é feita com base em dados divulgados pelo governo paraguaio. Das mais de 320 empresas estrangeiras registradas no regime de maquila, 230 são brasileiras, o equivalente a 70% do plantel.
CUSTO DO TRABALHADOR
Outra vantagem está no custo da mão de obra. Embora o salário-mínimo no Paraguai seja maior que o brasileiro (2,9 milhões guaranis, ou de R$ 2.300 a R$ 2.400, dependendo da cotação, contra R$ 1.621), os encargos trabalhistas são bem menores. O funcionário contratado formalmente no Paraguai custa de 30% a 40% menos que um que é empregado seguindo as regras da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) no Brasil, uma lei criada em 1943 pelo ditador Getúlio Vargas (1882-1954) sob inspiração das regras fascistas da Itália, a Carta del Lavoro, modelo corporativista adotado na adotado na época e que passou por poucas reformas pontuais ao longo de décadas.
MENOS ENCARGOS
O Código Laboral do Paraguai é mais flexível do que a CLT. Prioriza a competitividade e a atração de negócios. O trabalhador, porém, tem menor proteção e menos benefícios. A carga horária de trabalho semanal é de 48 horas no Paraguai, contra 44 horas semanais no Brasil. No mercado brasileiro, em breve, deve haver uma redução para 40 horas semanais, com 2 dias de descanso por semana, como está em proposta de emenda à Constituição debatida pelo Congresso. Caso o Brasil reduza a jornada para 40 horas semanais, como estabelece a proposta do fim da escala 6 X 1, o trabalhador paraguaio passaria a trabalhar 8 horas a mais por semana. Na prática, isso representaria cerca de 416 horas adicionais por ano —cerca de 50 dias úteis de trabalho a mais por ano do que um trabalhador brasileiro.
NEGOCIAÇÕES INDIVIDUAIS
Outra característica do sistema trabalhista do Paraguai é ter um ambiente mais flexível para negociações individuais. Na prática, é mais comum e aceito que empregador e empregado ajustem diretamente condições como horários, jornada e formas de compensação, com menor dependência de mediação sindical em detalhes do dia a dia.
MÃO DE OBRA TREINADA Apesar das vantagens tributárias, a qualificação da mão de obra ainda é um desafio para indústrias no Paraguai. Muito>s trabalhadores mais qualificados vêm do Brasil. Em alguns casos, o governo investe em treinamentos. Fonte Poder 360
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