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O pai da psicanálise, Sigmund Freud, pode explicar a alegoria de Lewandowski
A VERDADE, é que a grande maioria dos brasileiro não confia nas urnas eletrônicas, fato é, que os juízes, “semideses”, não ouvem o clamor do povo.
Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo neste domingo (24), o ministro do Supremo usou a fábula “O Lobo e o Cordeiro”, de Jean de La Fontaine, para comentar os questionamentos e polêmicas dos “detratores do processo eleitoral” brasileiro.
Fato é que a Suprema Corte, tem se colocada como Suprema Corte Divina, acima do bem e do mal, como semideuses, protegidos por foros privelegiados, cercados de mordomias, se tornaram intocáveis. Iníquos, articuladores, descaradamente manipulam seus entendimentos de acordo com suas próprias conviniências, quando deveriam defender e proteger a constituição. Não por acaso, que tais ministros são rejeitados pela sociedade, com baixo índice de confiabilidade e credibilidade.
A fábula contada pelo ministros Lewandowski busca transferir culpa da pela falta de credibilidade do sistema eleitoral brasileiro:
Em um pequeno córrego, bebia água um lobo faminto, quando se aproximou mais abaixo um cordeiro, que também começou a beber.
Com um olhar ameaçador e dentes arreganhados, o lobo grunhiu: ‘Como você ousa turvar a água onde bebo?’.
O cordeiro, humildemente, redarguiu. ‘Eu estou abaixo da correnteza e, por isso, não poderia sujar a sua água’ O lobo, enraivecido, rosnou. ‘Seja como for, sei que você andou falando mal de mim no ano passado: ‘ O cordeiro, tremendo de medo, retrucou: ‘Não é possível, no ano passado, eu ainda não tinha nascido’.
O lobo, pego de surpresa, replicou. ‘Se não foi você, foi seu irmão, o que dá no mesmo: Apavorado, o cordeiro defendeu-se, mais uma vez, retorquindo: ‘Eu não tenho irmão, sou filho único’. Já salivando, o lobo rezingou: ‘Então, foi alguém que você conhece, um outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho’. E, saltando sobre ele, devorou-o. Moral da história: quem pretende usar a força não se sensibiliza com nenhum argumento.
As fábulas constituem um gênero literário, de cunho popular, disseminado de boca a boca por diferentes povos desde a mais remota antiguidade. Elas têm como personagens animais com características humanas, cujas ações refletem os defeitos e as virtudes das pessoas. Desde a origem, foram empregadas para criticar ricos e poderosos por meio de sátiras e alegorias, culminando, usualmente, com uma frase que encerra uma lição de moral.
Freud, o pai da psicanálise, dizia que as pessoas tendem a projetar para os outros aquilo que elas mesmas se entendem. Não estaria Lewandowski, falando do comportamento de ministros da Suprema Corte?
Segundo Freud, projecção é um mecanismo de defesa psicológico em que determinada pessoa “projeção” seus próprios pensamentos, motivações, desejos e sentimentos indesejáveis numa ou mais pessoas.
Peter Gay – define projeção como “a operação de expulsar os sentimentos ou desejos individuais considerados totalmente inaceitáveis, ou muito vergonhosos, obscenos e perigosos, atribuindo-os a outra pessoa.”
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