Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 18 de fevereiro de 2020

Associação que reúne 2 milhões de adeptos pretende formar fundo bilionário e vender propriedades

A associação de Meninos Escoteiros da América (MEA) entrou com um pedido de falência nesta terça-feira, 18, para tentar ganhar tempo e construir um fundo bilionário para indenizar as vítimas de abuso sexual. A maioria dos casos de meninos molestados ocorreu entre as décadas de 1960 e 1980.

As vítimas só puderam entrar com ações na Justiça dos Estados Unidos contra a instituição depois de alterações recentes em legislações nos estados de Nova York, Arizona, Nova Jersey e Califórnia, que antes não permitiam a abertura de processos sobre o assédio cometido há mais de uma década.

“O MEA se preocupa profundamente com as vítimas e pede desculpas a todos que foram machucados enquanto escoteiros”, disse em um comunicado Roger Mosby, presidente da associação. “Estamos cientes que nada pode desfazer os abusos trágicos que as vítimas sofreram”, disse.

Por entrar com um pedido de falência, o grupo poderá congelar, por hora, o pagamento das indenizações e estruturar um fundo de compensação às vítimas. Ao longo do processo, porém, os Meninos Escoteiros da America terão de começar a compensar as vítimas e poderão ser forçados a vender as suas diversas propriedades. Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, os MEA possuem 261 conselhos regionais, que detêm cerca de 70% das propriedades da organização. Veja foto: James Quigg/AP

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