Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 28 de abril de 2022

“A ONU deu 180 dias para o governo brasileiro se manifestar. O ideal seria se [a ONU] pudesse tirar o Bolsonaro e me colocar no lugar”, afirmou o ex-presidente condenado por corrupção na Operação Lava Jato. Ele ainda disse que gostaria de um pedido de desculpas “da imprensa, que dizia que eu era um bandido”.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (28/4) que a decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a parcialidade da Lava-Jato foi uma “lavagem de alma” e que o ideal seria “se pudesse tirar o (presidente Jair) Bolsonaro (do poder) e me colocar no lugar”. A fala foi dada em evento da Rede Sustentabilidade no qual a legenda anunciou oficialmente o apoio à pré-candidatura de Lula à Presidência.

O Comitê de Diretos Humanos da ONU divulgou hoje relatório no qual conclui que a atuação de Moro nas ações contra Lula no âmbito da Lava-Jato foram parciais e que o ex-presidente teve seus direitos políticos violados ao ser impedido de concorrer nas eleições de 2018.

O ex-presidente participou de evento da Rede Sustentabilidade com o mote “Rede com Lula”, nesta quinta. No evento, o partido declarou oficialmente seu apoio ao petista, sendo a primeira sigla de fora da federação com o PT a fazê-lo.

Na vardade, não precisa de 180 dias para responder a ONU, basta encaminhar os processos com as investigações promovida pelos procuradores da Operação Lava Jato, com os depoimentos dos réus confessos e extratos das propinas que eles devolveram ao erário. A anexar os relatórios do IBGE e do Banco Mundial com as estatísticas das mortes nas rodovias e nos hospitais, o índice de pobreza e miséria que causaram por conta dos desvios de recursos financeiro da corrupção sistemática promovida pelo ex-presidente e seu bando.

Créditos: Correio Braziliense.

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