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A captura do ditador Maduro coloca em xeque os planos da esquerda para a América Latina.
Especialistas veem risco de mais pressão política e comercial dos EUA, enquanto o Itamaraty tenta resolver o dilema ideológico, que compromete as relações de comércio exterior.
O Brasil entrou em um momento delicado da diplomacia internacional depois da captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Foi uma batalha diplomática para conseguir amenizar o tarifaço aplicado pelo presidente norte-americano, Donald Trump ao Brasil.
O presidente Lula com pretexte de defesa da soberania, escolhe apoiar incondicionalmente os ditadores da Venezuela e Colômbia, países considerados narcotráficos.
O governo brasileiro articula manifestação conjunta com México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha contra a iniciativa do presidente Donald Trump de combater o narcotráfico e intervir na ditadura da Venezuela e possivelmente em outros países como Colômbia e Cuba.
E especialistas acreditam que a tensão não deve diminuir em 2026, já que as eleições da Colômbia e do Brasil se aproximam, e apostam que Donald Trump deve manter pressão nas regiões que favoreçam seus interesses estratégicos.
O conselheiro e diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), Márcio Coimbra, acredita que a invasão da Venezuela tensiona a relação entre o Brasil e os EUA e que não são assuntos separados. “Não é um assunto separado, mas, sim, o ponto de partida para uma reconfiguração regional que afeta diretamente o Brasil, embora o impacto diplomático tenha nuances diferentes em comparação a um eventual ataque à Colômbia”, disse.
Fato é que, a esquerda está perdendo espaço na América Latina. A violência, corrupção e a perda do poder de compra do trabalhador, falsas promessas, faz com que o eleitor deposite sua esperança nas propostas conservadoras, que possam resgatar a segurança e a qualidade de vida.
Ainda segundo Coimbra, o prejuízo diplomático depende de fatores além de ideologia e que o cenário é complexo, porque a queda de Maduro pode trazer à tona informações sensíveis sobre o financiamento de movimentos políticos na região por meio do narcotráfico, o que colocaria o governo brasileiro em uma posição defensiva. Entretanto, mesmo com o estresse na relação, um rompimento total é evitado pela interdependência econômica e pela necessidade mútua de estabilidade.
Futuro incerto
Com as recentes ameaças de ataques à Colômbia feitas por Trump, especialistas acreditam que a relação entre EUA e Brasil pode estremecer ainda mais. O advogado licenciado nos EUA e professor de pós-graduação em direito migratório, Vinícius Bicalho, não descarta que o risco de novas medidas comerciais possam ser usadas como ferramentas de pressão norte-americanas no Brasil. “Pode aumentar o risco de atrito porque, quando a relação política azeda, medidas comerciais viram ferramenta de pressão. E o ‘tarifaço’ já aparece como precedente recente com impacto nas exportações em 2025”.
Situação complicada
Sobre uma possível invasão ou ataque dos EUA ao Brasil, os especialistas divergem. Para o diretor de Relações Internacionais da Abrig, Márcio Coimbra, a assinatura de diretrizes que classificam os cartéis e facções da América Latina como organizações terroristas globais mudou a interpretação de segurança pública para um estado de conflito armado declarado. “Não podemos de forma alguma descartar tentativas de confronto direto por parte dos Estados Unidos contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Fonte: Correio Braziliense
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