Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 1 de janeiro de 2025

Haddad rebate previsões economica pessimistas para 2025

O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, fecha 2024 com resultados na economia que são verdadeiros milagres, porque inesperados e não previstos, frente a gastança descontrolada do governo Lula, ainda consegue fechar o ano com equilíbrio na balança comercial. Especialistas creditam ao controle do Banco Central e a situação herdada do antecessor Paulo Guedes, que apesar do enfrentamento da pandemia deixou estrutura sólida no agronegócio.

O crescimento previsto pelo Banco Central de 3,4% do PIB no ano que se encerrou mostra, apenas, que o Brasil tem uma economia forte impulsionada pelo agronegócio e os comodity, que vão além das previsões econômicas.

O governo fala em retirada de quase 25 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar e a instalação de mais de 8 milhões acima da linha da pobreza. No entanto, as grandes cidades continuam com déficit habitacional e milhares de moradores de rua, sem moradia, comida e tratamento médico. A realizações é absolutamente incompatíveis com a propaganda do governo.

O governo ironiza e diz: ‘É proibido crescer, determinam’. O governo culpa a imprensa e especialistas econômicos, que preveem um ano vindouro de crise econômica e social: “Suas cartas sobre a mesa preveem estouro das contas públicas, inflação nas alturas e dólar em modo tresloucado em todo o Ano Novo. Não haverá caminho sem cortes drásticos, choque de juros e sacrifícios de toda sorte. Retroceder é a ordem”, diz. 

O governo acusa de pessimista aqueles que fazem previsões catastróficas, mas, garante que a economia brasileira está em crescimento, mesmo com empresas fechando as portas. Insiste em dizer que há recuperação em curso da indústria nacional, e altas na atividade do comércio e dos serviços e do agronegócio, porém, não são o que se vê a olhos vistos.

Lembra que houve almento na arrecadação de impostos e na capacidade financeira do Estado, porém, tudo foi possível a partir da alta das alíquotas na reforma tributária, e na criação de novas tarifas sobre produtos importados. Tudo leva ao caminho da recessão, porque subtrai o poder de compra do consumidor, e afeta diretamente o comércio, e a indústria que produzirá cada vez menos.

O governo fala em redução de desigualdade com salário do trabalhador defasados, dólar acima de R$ 6,30 batendo recorde de desvalorização do real dia-após-dia.

Mais uma vez, o governo promete que desta vez, no entanto, pode ser diferente. Com diálogo, paciência e noção precisa do que está em jogo – alguma dúvida?

Haddad considera que espamos de inflação, juros e dólar não irão durar para sempre e fazem parte das dores do crescimento. Por que considerar o ministro desde logo errado e o mercado absolutamente certo? Em matérias de previsões, os especialistas erraram todas sobre 2024, enquanto o titular da Fazenda apresenta números robustos. Até aqui, mesmo os críticos não sabem apontar alguma grande barbeiragem cometida na política econômica. Ao contrário, há elogios ao ministro por sua insistência em suavizar situações de tensão, como o relacionamento com um Congresso adverso. Nem euforia  nem depressão na economia em 2025 é o que Haddad persegue. A julgar pelo já feito, vale torcer a favor.

Fonte: 247Brasil Fernando Haddad e Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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