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Quem será o sucessor do governador Ratinho Junior em 2026?
Com a aproximação de um novo ciclo eleitoral, os bastidores da política paranaense entram em ebulição. Pré-candidatos ao Governo do Estado e ao Senado intensificam articulações, de olho nas pesquisas que irão definir o rumo da sucessão em 2026.
O fim de ano chegou, mas o descanso está longe da agenda dos pré-candidatos ao Governo do Paraná e ao Senado. Nos bastidores, conversas reservadas, alianças estratégicas e movimentos calculados se intensificam com um único objetivo: ganhar musculatura política e viabilidade eleitoral para as disputas do próximo ano.
Em recente conversa com Jorge Bernardi, presidente nacional da Rede Sustentabilidade, foi possível traçar um verdadeiro raio-X do atual cenário político paranaense. Experiente e atento aos movimentos do tabuleiro, Bernardi avalia que, embora o governador Ratinho Junior concentre um amplo leque de nomes em seu grupo político, nenhum deles, até o momento, apresenta grande expressão eleitoral capaz de impactar decisivamente o eleitorado estadual.
Segundo Bernardi, o vice-governador Darci Piana enfrenta o obstáculo da idade avançada para uma disputa tão exigente quanto a do governo estadual. Guto Silva é visto como um bom quadro político, mas ainda não consegue decolar nas pesquisas. Alexandre Curi, por sua vez, tem forte perfil municipalista e ocupa uma posição confortável na presidência da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Seu avanço dependerá diretamente do engajamento dos prefeitos e da capacidade de unificar esse apoio em torno de seu nome.
Dentro do grupo governista, o nome considerado mais experiente e preparado seria o do ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca. Com alta aprovação na capital e na Região Metropolitana, Greca desponta como uma alternativa consistente. No entanto, sua candidatura exigirá intensas negociações e um alto grau de confiança política para que o grupo do governador abrace o projeto de forma definitiva.
Ainda orbitando a base de apoio de Ratinho Junior, o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (Novo), já se lançou oficialmente como pré-candidato ao governo, buscando espaço e visibilidade no cenário estadual.
Fora do núcleo governista, o senador Sergio Moro (União Brasil) aparece como liderança absoluta nas pesquisas de intenção de voto. Apesar da vantagem numérica, Moro enfrenta desafios importantes no campo das articulações políticas. Nesta semana, o Progressistas — partido aliado — negou apoio ao senador. A deputada Maria Victória, presidente estadual da sigla, afirmou no plenário da Assembleia Legislativa que o partido não caminhará junto com Moro em 2026.
Outro nome que ganha força é o do deputado Requião Filho (PDT). Ele vem apresentando crescimento constante a cada nova pesquisa e já se consolida como o segundo mais bem colocado nas intenções de voto para o Governo do Paraná, despontando como um dos principais protagonistas da disputa.
Com muitos nomes colocados e poucas certezas consolidadas, o cenário eleitoral paranaense segue aberto e dinâmico. Até 2026, alianças podem ruir, novas lideranças podem surgir e, como indica o título, entre muitos chamados, poucos serão, de fato, escolhidos pelo eleitor.
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