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A APP-Sindicato atrela as causas as práticas de cobrança do governador Ratinho Júnior (PSD)
A morte de duas professoras durante o expediente de trabalho em escolas da rede estadual de ensino do Paraná, em menos de uma semana, provoca comoções e questionamentos sobre o que está acontecendo com professores(as) e funcionários(as) de escola pública.
As professoras se aposentam com 25 a 30 anos de atividades. Se iniciar o magistério aos 20 anos, pressupõe, que no máximo aos 50 anos estarão aposentadas. O fato é que muitos profissionais, mesmo depois de aposentados continuam nas atividades, em sala de aula, para obter outros padrões de aposentadorias ou ganhos extras, que são vantajosos.
A APP-Sindicato aponta como causa, as práticas da gestão do governador Ratinho Júnior (PSD), que segundo a entidade, pune até os(as) educadores(as) que apresentam atestado médico para tratar da saúde.
No entanto, o número de afastamento nas escolas públicas sempre foi muito acima da média dos professores das escolas particulares que ganham menos e são mais exigidos. A diferença é que não existe estabilidade de professores nas escolas particulares, e a qualquer momento o profissional pode ser substituído.
Morte durante o trabalho acontece em qualquer categoria profissional. Porém, existe um fator que pode ser uma das principais causas de morte desses profissionais da educação da rede pública que se aposentam e optam por continuar no cargo mesmo com a idade avançada. Principalmente aqueles professores mais antigos, que se aposentam com o maior salário da carreira, e por isso, são tentados a continuar na escola com o intuito de manter os ganhos, além da boa aposentadoria conquistada.
Quando esses deveriam descansar, certos do cumprimento de sua valiosa missão e aproveitar a vida de forma mais tranquila, curtir a família, fazer voluntariado, ou outras atividades que lhe trouxessem mais alegria sem desgastes físicos e emocionais.
Dados da Secretaria de Estado da Administração (Seap) indicam a dimensão do problema. Em 2024, mais de 10 mil educadores(as) que atuam na rede estadual de ensino precisaram se afastar do trabalho para tratamento de problemas ligados à saúde mental.
A deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT) disse que no levantamento da Seap aproximadamente 8.800 professores(as) efetivos, que são do Quadro Próprio do Magistério, se beneficiaram de atestados médicos para tratamento de saúde mental.
Contudo, os professores PSS, que são contratados temporariamente praticamente, não tem afastamento por problemas de saúde. Diferente dos efetivos, os professores temporários precisam renovar o contrato a cada 2 anos, razão pela qual são mais assíduos e constantes. Fonte: Foto Arquivo APP-Sindicato
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