Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 25 de janeiro de 2022

O tiro da CPI contra Sergio Moro pode sair pela culatra

“Tenho absoluta tranquila do que fiz como juiz, tenho absoluta tranquilidade do que fiz como ministro da Justiça e tenho absoluta tranquilidade do que fiz como empregado do escritório Avarez & Marsal,” disse Moro. “Não fiz nada de errado, poderia tirar proveito, ou fecha os olhos para as coisas errada, mas preferi ter minha consciência tranquila”, finalizou o ex-juiz. 

Moro atacou – Todo mundo sabe que esse governo atual não tem compromisso com o combate a corrupção. Ele é o principal responsável pela volta do Lula ao senário eleitoral.

A CPI que o PT, o Centrão  e o bolsonarismo estão tentando instaurar contra Sergio Moro (foto) não é inevitável, e pode até se transformar num tiro pela culatra

Se a CPI for vista pelos eleitores como aquilo que é, ou seja, um “todos contra um”, um ataque do establishment a um indivíduo que hoje não dispõe de foro privilegiado ou qualquer outro tipo de proteção especial, Moro poderá crescer politicamente. Vítimas dos políticos de Brasília costumam contar com a simpatia da opinião pública que tomam a dor para sí.

Há inúmeros  elementos para mostrar que não há pretextos justos para a instauração da comissão de inquérito. Em seus dez meses como consultor do escritório de advocacia Avarez & Marsal, Moro não trabalhou nos casos de empresas que condenou como juiz. Além disso, sua remuneração, que os inimigos tratam como se fosse pecado, não envolveu um tostão sequer de dinheiro público. 

A CPI também quer incorporar ao seu rol de argumentos a tese “Mariz-Lewandowski”, assim batizada em homenagem ao advogado e ao ministro do STF amigos de Lula. Ela sustenta que punir a corrupção política é um erro, porque não resolve nada, e que a Lava Jato é culpada pelos problemas financeiros enfrentados por empreiteiras como a Odebrecht, que cresceram por décadas graças à cartelização de seus serviços e aos subornos pagos a autoridades. Não poderia ser mais absurdo.

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